Com 90 oficiais médicos no seu quadro de saúde hospital Edson Ramalho é dirigido por militares combatentes, amigos do Comando Geral

Continua em ebulição as dependências internas do Hospital Edson Ramalho diante de certas situações consideradas estranhas e até injustas da parte do coronel Almeida diretor da unidade de saúde que atende principalmente aos integrantes da corporação, e para ela foi resgatado da Secretaria de Saúde do Estado na década de 90, passando ter sua gerencia de responsabilidade do comando da instituição.

Virtudes do diretor só são enaltecidas pelo padrinho no centro da mesa

O auge da insatisfação ocorreu quando do afastamento de uma médica infectologista bastante conceituada entre a equipe de profissionais do quadro de Saúde da Polícia Militar.

O ato de força seria fruto de uma divergência de opinião entre a médica abalizada e o diretor sem qualquer especificação na área da saúde a não ser estreitos laços de amizade e subserviência com o comando geral que o retirou das ruas, onde devia prestar seus serviços, já que é um oficial combatente, e o designou para decidir sobre questões médicas, cuja experiência do militar é zero.

O fato podia ser uma questão isolada, uma discussão sobre pontos de vista e a indicação do coronel Almeida uma medida emergencial para suprir uma deficiência técnica de momento tendo em vista o pandemônio instalado nos hospitais como consequência do coronavirus.

Coronel Socorro foi atirada às feras quando o TCE identificou e cobrou providências para as irregularidades

Mas, não: a indicação de militares, sem qualquer relação com o quadro de saúde, tornou-se uma prática que já criou problemas para o hospital e para o próprio comando geral conforme comprova processos correndo no TCE, apontando irregularidades na administração do nosocômio, que imputaram multas a diretoria passada e ao comandante geral reincidente na condução de militares combatentes para dirigir a instituição médica, o que causa estarrecimento e perplexidade na corporação.

Principalmente, em razão da Policia Militar ter um quadro específico de Saúde integrado por 90 profissionais do mais alto gabarito, inclusive contando com quatro coronéis, alguns com cursos de especialização em administração hospitalar, o que torna mais difícil de se aceitar e entender a indicação de oficiais combatentes para dirigir o hospital.

Enrolado nas irregularidades apontadas pela perícia técnica do TCE, o comandante geral recorreu a uma manobra jurídica para escapar da multa imposta como penalidade pelos desacertos identificados, alegando não ser responsável pelos erros cometidos já que a diretoria teria autonomia administrativa, o que não foi aceito pelo TCE por identificar a ingerência do comando na atividade do hospital nomeando diretores e demais funcionários ao seu bel prazer como fica claro na indicação do atual diretor reconhecidamente despreparado e cujas virtudes só são enaltecidas pelo superior em seus perfil nas redes sociais, onde aparece a caráter festejando a gestão do afilhado.

O que a corporação quer saber e seria bom que as demais autoridades quisessem saber também -a começar pelo governador – a razão para os médicos do corpo de saúde não serem aproveitados em função que a sua formação técnica lhes recomenda preteridos por velhas e cansadas mentalidades de caserna, afeitas bater o coturno para quem lhes dá ordem unida.