Referência da música paraibana, Milton Dornellas apresenta show Música Artesanal na Casa Furtacor
Público presente receberá o “Songbook Milton Dornellas – Música Artesanal”, publicação de partituras e cifras lançada em 2025
Entre árvores, flores, lago e cascatas, um aconchego urbano para se refugiar. É em meio a esse espaço de infinitas possibilidades de imersão na natureza e de arte inebriante aos olhos, que o compositor, violonista e intérprete Milton Dornellas apresentará seu terceiro show de volta aos palcos, Música Artesanal, sexta-feira, dia 23, às 20h, em João Pessoa.
A casa/atelier Casa Furtacor, que fica localizada no bairro do Castelo Branco, abrigará a apresentação de Milton Dornellas com repertório que reúne composições de diferentes momentos de sua trajetória, incluindo canções de vários álbuns: Senderos, O Gargalhar da Invernada, Bom Mesmo é a Gargalhada no Final, Sete Mares, Ancestrais, Mandrágora e No Ventre da Besta. Milton Dornellas estará acompanhado de Dudu Campos na guitarra, Eliza Sonoriosa na bateria, Eduardo Brito também na guitarra e Ingrid Simplício no baixo, jovens instrumentistas, possibilitando uma troca cultural notável entre diferentes gerações, experiências e talentos musicais.
Para a apresentação na Casa Furtacor, foram selecionadas as músicas: Ballena Azul (Milton Dornellas), Cantiga do Sol (Milton Dornellas), Senderos (Milton Dornellas/Alberto Moby), Guara – Mamo (Milton Dornellas), Raio (Milton Dornellas), Sete Mares (Milton Dornellas/Pedro Osmar), Do Descarrilho (Milton Dornellas), Encanto (Milton Dornellas), Ancestrais (Milton Dornellas), Mandrágora (Milton Dornellas/Ronaldo Monte), Sinais (Milton Dornellas), Jaborandi (Milton Dornellas), O Gargalhar da Invernada (Milton Dornellas), Talo de Capim (Milton Dornellas/Ronaldo Monte) e Soma (Milton Dornellas/Ronaldo Monte/Chico César).
“Música Artesanal nasce desse desejo de revisitar diferentes momentos da minha trajetória, mas também de experimentar o presente e fazer isso em um lugar que respira natureza, como é o caso da Casa Furtacor, torna essa experiência ainda mais especial. É um show para compartilhar música, memória e, sobretudo, o prazer de estar novamente em cena, na companhia de uma importante e nova geração de músicos paraibanos”, afirma Milton Dornellas.
Na ocasião, o público presente ao show receberá o “Songbook Milton Dornellas – Música Artesanal”, publicação lançada em 2025 que reúne, em partituras e cifras, parte significativa da trajetória autoral e produção musical do compositor.
Quem é Milton Dornellas
Nascido no Rio de Janeiro, filho de pai paraibano e mãe fluminense, construiu sua trajetória artística na Paraíba, estado onde vive desde a adolescência e se consolidou como um dos principais compositores da cena musical local. Reconhecido pela elaboração refinada de suas composições e arranjos, o artista também se destaca por sua atuação em defesa da cultura e da produção independente. Sua relação com a música começou em 1975, quando aprendeu a tocar violão e passou a compor suas primeiras canções. Em 1980, estreou nos palcos com um repertório inteiramente autoral e, desde então, desenvolve uma carreira marcada pela pesquisa musical, pela experimentação estética e pelo compromisso com a valorização da cultura brasileira.
Um dos momentos mais importantes de sua trajetória foi a criação do Musiclube da Paraíba, coletivo fundado ao lado de Pedro Osmar e outros artistas que marcou a história da produção cultural paraibana ao promover debates sobre mercado da música, democratização da comunicação, circulação artística, políticas públicas e formação cultural.
Ao longo da carreira, participou de importantes festivais e projetos de circulação nacional, entre eles Pixinguinha, Seis e Meia, Circuito Universitário, Sesc, Festival de Arte de Areia e diversas mostras realizadas em estados como Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Amapá. Também conquistou premiações em festivais promovidos pelo Sesc Paraíba e pela Rede Globo Nordeste.
Sua discografia reúne obras que se tornaram referência na música autoral paraibana, como No Ventre da Besta (1986), Mandrágora (1993), Ancestrais (1998), gravado com o Quinteto da Paraíba, Sete Mares (2000), Alinhavo (2002), O Gargalhar da Invernada (2006), Bom Mesmo é a Gargalhada no Final (2012) e Senderos (2019). Em 2025, lançou o Songbook Milton Dornellas – Música Artesanal, publicação que reúne parte significativa de sua produção e registra, em partituras e cifras, um dos mais consistentes repertórios da música paraibana contemporânea.
Foto: Thercles Silva

