Em artigo, professor desmonta candidatos a prefeito de JP

O professor Arnaldo Costa, mais uma vez passa a sua lupa crítica sobre os acontecimentos que emprenham essa cidade de 400 anos e revela com sua pena impiedosa aquilo que muita gente prefere não observar, escancarado a pobreza franciscana das índoles do que sobrou para disputar o segundo turno das eleições municipais. Afiado como um bisturi, o professor vai dissecando a história de cada um expondo as vísceras dos candidatos com uma precisão microscópica como se pode observar no artigo que publicamos abaixo:

De forma cirúrgica, Arnaldo analisa o caráter dos candidatos a prefeito de JP

 

Pessoenses sentenciam um ladrão, mas será que faltam outros ?

Arnaldo Costa*

Neste país as pessoas já se acostumaram com a impunidade generalizada e até institucionalizada, infelizmente. Essa impunidade é consagrada, por incrível que pareça, pelo órgão máximo do nosso sofrido Judiciário que é o Supremo Tribunal Federal, outrora segmento dos mais respeitados por todos os brasileiros.

Na esteira de desmandos na Justiça brasileira vem o STJ e o por que não, o STE, aliás
um órgão jabuticaba na estrutura do Judiciário. Brasil é o único país do mundo que tem
um tribunal específico para questões eleitorais. Nem os States tem essa “maravilha”.

Pois bem. Vamos a um fato bastante exemplar desses desmandos. Depois de tantas
comprovações de desvios de verbas públicas e formação de quadrilha, entre outros
crimes, o candidato RC é preso, mas logo em seguida, liberado pela Justiça. E como não
bastasse, vem o desnecessário STE e o libera para concorrer ao cargo de Prefeito do
Município de João Pessoa. Que obra prima desse Tribunal! Caberia aqui um palavrão.

Cansados das frequentes ações de leniência com criminosos ou omissões duvidosas
tanto do STF como do STE, os pessoenses resolveram fazer justiça com as próprias
mãos: sentenciaram um ladrão ainda em liberdade com o veredicto final nas eleições
deste ano para Prefeito desta Capital e afastou definitivamente esse larápio de qualquer
possibilidade de sua volta a um cargo eletivo.

Na China ou na Indonésia, esse criminosojá teria sido condenado com sumário fuzilamento. Mas…estamos numa “democracia”. Serviu de lição de que o povo não deve se acomodar com obstáculos oferecidos, muitas vezes, em forma de atos oficiais vindas de qualquer um dos três Poderes, muito menos do Poder Judiciário, atualmente a pior composição de todos os tempos. Afirmo isso com grande tristeza, não com decepção por já saber o resultado pelas origens de suas escolhas nefastas, através de políticos canalhas como Sarney, FHC, Lula, Dilma e Temer.

Sentenciaram um ladrão, mas por outro lado prestigiaram outro político sob
investigação da CGU, PF e Justiça Federal até o pescoço com falcatruas na mesma
Prefeitura que ele deseja voltar. Como dizia o Stanislaw Ponte Preta, não é uma
belezinha! Que o diga a Operação Confraria. Porém, mais de 75 mil pessoenses
embarcaram nas conversas desse candidato de passado nebuloso. É coisa para Freud
responder.

Ah! Cícero, se você honrasse esse seu nome vindo do filósofo grego Marcus Tullius
Cicero. Esse Tullius Cicero, também majestoso como político, escritor e orador foi tão
importante que influenciou nomes ilustres como Locke, Hume e Montesquieu. Ah!
Cícero Lucena, se você tivesse sido influenciado por aquele Cicero sincero e honesto!
Infelizmente, esse candidato Cícero que está por aí pedindo o seu voto, segue outras
influências, umas nebulosas outras criminosas.

Mas parte dos pessoenses prestigia outro candidato igualmente com folha policial suja
ou pelo menos não desejável ser publicada pelo radialista. Estranhamente como pessoa
ligada ao jornalismo, esconde essa verdade. Aqui vai uma lição para você Nilvan:
“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. O resto é
publicidade”. Sabe quem disse isso? O George Orwell, aquele autor do 1984 e Revolução
dos bichos. Certamente, isso não é do interesse desse candidato, a não ser repassar
artigos falsos ou contrabandeados.

Que o diga a Operação Vitrine. Ah! Como diz o Cláudio Lessa: tem mais uma coisinha:
esse radialista que vive berrando nos microfones por honestidade e que combate a
corrupção também está envolvido em outra Operação policial: a Cheque Mate. Que
papelão, hem candidato. Enganando os seus eleitores!

Mais outra coisinha: caro candidato, você tem como provar as origens de seu patrimônio
calculado em mais de 900 mil de reais¿ Estou apenas perguntando.

Observação: pessoalmente, não tenho nada contra as pessoas aqui citadas. Apenas uso a
liberdade de expressão para registrar minha decepção com certos candidatos que
mesmo com suas folhas policiais recheadas de investigações criminosas, se atrevem a
dirigir os destinos da cidade que tanto amo que é João Pessoa, apesar desse nome, mas
eu a amo e muito. Além disso, tais candidatos são autores de propostas medíocres,
inclusive não considerando que nesta cidade tem uma população circulante de um
milhão de pessoas.
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(*) Professor de Adm. Pública. Pós-Graduado em Filosofia.