Mine reforma promovida por João tem cara de seis por meia dúzia

Não foi bem recebida a mine reforma promovida pelo governador João Azevedo por muitos setores da sociedade paraibana notadamente aqueles que não possuem vínculos com o estado por isso, isentos e independentes, que costumam dar opinião e acima de tudo formam opinião.

João trocou seis por meia dúzia

Esse pequeno, mas expressivo segmento da sociedade, não conta para os estrategistas políticos do Governo, encantados com o desempenho do governador já transformado em liderança com apenas 10 meses de gestão e cuja popularidade está muito mais montada e reforçada pelos tímidos gestos de independência em relação ao mandachuva do PSB do que propriamente por realizações e obras.

Para esses renitentes, a troca de cadeiras estampada hoje no Diário Oficial tem uma conotação jocosa muito em voga no futebol contida na expressão “seis por meia dúzia” que significa, afinal, tudo como dantes e o calvário socialista segue adiante com o Governo entupido de ricardistas reforçando a tese “marroquista” de que, “o Governo é nosso e deles não sairemos”.

Só Duda caiu

O período de encantamento, resultado de isoladas e tímidas posturas de altivez e independência do governador, estaria se exaurindo e aqueles setores que abanam o monturo das insatisfações dando sinais de impaciência com o estilo brando e moroso do noviço para se posicionar no campo de batalha.

A Cunhada

Uma mudança emblemática do estilo cauteloso de conduzir o processo de rompimento com a ala socialista ligada ao ex-governador seria a da ex-cunhada de Ricardo, Albiege Fernandes, cujo grau de aproximação e fidelidade ao ex-cunhado é notório, mas que, apesar de todas essas evidências foi apenas removida de um lugar para outro mostrando o quanto Ricardo ainda tem influência e poder na gestão de João e o quanto ele ainda aterroriza certas personalidades do Governo traumatizadas com os abismos que abriram a sua frente e que ameaçam traga-los para o lodaçal comum do PSB.

Albiege prova que, em terra de cego quem tem um olho é rei

Albiége tem um histórico de profundos e indestrutíveis laços de amizades com destacadas figuras do núcleo investigado e desbaratado pela Operação Calvário ao exemplo do ex-secretário Executivo da Educação, Artur Viana, alvo de operações de busca e apreensão desta ultima fase da operação, mas, mesmo assim, continua firme e forte na gestão, ao ponto de garantir a outros ricardistas que ninguém será demitido muito menos ela, o que fica confirmado pelo Diário Oficial de hoje, deixando de ser bravata para se transformar em ato oficial publicado em diário.

Albiege tem uma longa trajetória com Artur desde quando trabalharam juntos em a União, e os dois se constituiriam os mais expressivos representantes de Ricardo na gestão de João com enorme capacidade de sobrevivência comparável apenas ao coronel Euller, comandante da Polícia outro sobrevivente ou ainda sobrevivente da catástrofe que se abate sobre o esquema montado por Ricardo para atravessar oito longos anos de gestão, prolongando-se para quase uma década, apesar de todas as tempestades que já desabaram sobre eles.

Para muitos, e isso incomoda o núcleo pensante do atual Governo, essa troca de cadeiras anunciada e publicada no Diário Oficial mostraria apenas o quanto João ainda é subordinado a Ricardo.

Marroco diz e prova que o Governo é deles

Para essas opiniões, o que saiu hoje no diário do Estado preocupa porque jogaria a Paraíba em um mar de incertezas e dúvidas quanto à capacidade de reação do governador prolongando tanto a decisão inevitável de romper que, o que estava parecendo cautela começa ter aparência de tibieza ou de comprometimento.

Pesquisas

João estaria sendo convencido por pesquisas de que a Opinião Pública paraibana daria pouca importância ou importância nenhuma aos desdobramentos da Operação Calvário e apenas 12% saberia o que é a operação quase todos os dias no noticiário de todas as emissoras paraibanas, mas, mesmo tanto alarido entraria por um ouvido e sairia pelo outro do paraibano.

Ao se acreditar numa pesquisa desta, onde apenas 12% da população teriam conhecimento da Operação Calvário, tem alguma semelhança com aquele cego que não quer ver visto como o pior deles.

Seria aconselhável João mudar de oftalmologista ou de instituto.

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