Segurança de Zambelli é preso após atirar na rua, paga fiança e é liberado

O segurança da deputada federal Carla Zambelli (PL) foi preso por atirar em via pública durante perseguição a um homem acusado de ter xingado e agredido a parlamentar na tarde deste sábado (29) em São Paulo. (via Folha de S. Paulo)

Exame residuográfico feito pela Polícia Civil comprovou que o segurança, ainda não identificado, disparou a arma.Ele pagou fiança de um salário mínimo e foi liberado. Segundo Zambelli, o segurança é um policial militar que a acompanha.

No sábado, a deputada afirmou ter disparado para o alto durante perseguição ao jornalista Luan Araújo, 32, após ser xingada em frente ao restaurante onde almoçava com o filho de 14 anos. As imagens estão sendo compartilhadas em vídeo nas redes sociais.

Nas imagens, Zambelli aparece na calçada cercada por outras pessoas durante discussão com Araújo. Em determinado momento, ele se afasta do grupo. Zambelli se desequilibra, cai no meio fio, se levanta e começa a correr atrás dele.

Zambelli acusa Araújo de a ter xingado de prostituta, burra e lixo. “Fui eu como um cidadão negro que discuti com ela. Não foi ninguém, não foi PT. Fui eu, um cidadão comum”, afirmou Araújo, que registrou queixa por ameaça contra a parlamentar.

“Com certeza [motivação política partidária], ficou gritando Lula, dizendo que Lula vai ganhar. Me chamou de burra, vagabunda, prostituta”, contou Zambelli. “Várias pessoas ficaram olhando, tenho como provar com testemunhas.”

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que a Polícia Militar foi acionada, por volta das 16h30 deste sábado, para o atendimento de ocorrência na alameda Lorena, e o caso será apresentado ao plantão do 78º DP (Jardins), em funcionamento no prédio do 4º DP (Consolação).

Ao sair da delegacia, na madrugada deste domingo (30), Zambelli disse que sua arma não foi apreendida e que votará com ela por ter porte federal.

A deputada afirmou também que usará colete de proteção a partir de agora e que estará preparada para se proteger de ataques.

Foto: Reprodução

Texto reproduzido da Folha de S. Paulo