Pé no Espaço: 50 socioeducandos contemplados com visita ao Espaço Cultural

Por meio da implementação de ação externa, como o projeto Pé no Espaço, o diretor do CSE, Waldir Victor, vê a socioeducação na sua plenitude, pois reúne o trabalho e o sentimento de todos os profissionais da Fundac, em ver os socioeducandos em meio externo, usufruindo de equipamentos da comunidade.

O Projeto Pé no Espaço, fruto da parceria entre a Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente “Alice de Almeida” (Fundac) e a Fundação Espaço Cultural José Lins do Rêgo (Funesc), chega à sua quinta edição e com ela o marco de 50 socioeducandos contemplados com uma viagem aos espaços de cultura e lazer do Espaço Cultural, em João Pessoa. A última ação do projeto aconteceu nessa quinta-feira (11), e contou com a participação de nove adolescentes que cumprem medidas judiciais no Centro Socioeducativo Edson Mota (CSE).

A quinta ação do Projeto Pé no Espaço, coordenado pela diretoria técnica da Fundac, por meio do setor de Esporte, Cultura e Lazer, foi acompanhada por toda equipe de profissionais que administram o Espaço Cultural e os espaços visitados pelos adolescentes (Teatro de Arena, Gibiteca, o Cine Banguê e o Planetário). Desta vez, a visita contou ainda com a presença da presidente da Fundac, Waleska Ramalho, do padre Saverio Paolillo (Padre Xavier), do diretor do CSE, Waldir Victor de Barros, e da pedagoga do serviço Pós-Medida, Rayssa Katrinny, além de agentes socioeducativos da Unidade.

De acordo com Nilton Santos, coordenador de Esporte Cultura e Lazer da Fundac, o projeto Pé no Espaço é um ensaio para a liberdade de adolescentes e jovens que cumprem medidas socioeducativas no Estado. “O primeiro pé fora da unidade socioeducativa em busca da cidadania e da dignidade, através da cultura”, definiu.

“Chegamos ao número 50 de socioeducandos que tiveram a oportunidade de colocar o Pé no Espaço. É uma felicidade ver o projeto chegar à sua quinta edição com um roteiro que tem agradado bastante os adolescentes e jovens e que quebra com a rotina da unidade socioeducativa. Um espaço onde eles conseguem assimilar o produto cultural apresentado de forma muito clara e objetiva”, comentou Nilton Santos.

Por meio da implementação de ação externa, como o projeto Pé no Espaço, o diretor do CSE, Waldir Victor, vê a socioeducação na sua plenitude, pois reúne o trabalho e o sentimento de todos os profissionais da Fundac, em ver os socioeducandos em meio externo, usufruindo de equipamentos da comunidade.

“Agradecemos ao Ministério Público e ao Poder Judiciário por deferir nosso pedido, pois sabemos que isso contribuirá para o desenvolvimento e o alcance dos fins buscados pela medida socioeducativa, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e Sinase. Existem inúmeros ganhos desde a reflexão do adolescente sobre a melhoria da sociabilidade, o incentivo ao protagonismo juvenil e a oportunidade do lazer de qualidade com cinema, arte e ciência”, enfatizou Waldir.

Para Rayssa Katrinny, pedagoga do serviço Pós-Medida da Fundac, contemplar o “Pé no Espaço” foi uma experiência fascinante. “Uma vivência na qual são dadas aos jovens, responsabilidade, novas possibilidades de mundo e a credibilidade e certeza de que Nilton e todos nós que fazemos a Fundac os enxergamos com olhar voltado a mudança e desenvolvimento. É ver, em contrapartida, a participação excelente dos meninos, o comportamento adequado a cada espaço, a necessidade de perguntar, interagir com os ministrantes, e conversando com muitos deles percebi que eles amaram a oportunidade, pois alguns nunca tinham ido nem entrado no Espaço Cultural”, relatou.

O Padre Xavier ficou muito feliz em ver a oportunidade que a parceria entre a Fundac e a Funesc vem proporcionando aos adolescentes e jovens que cumprem medidas socioeducativas. “Esse contato com a comunidade é o real sentido da socioeducação: como voltar a viver em comunidade respeitando as regras da convivência e de respeito recíproco. Portanto, é um exercício que prepara os meninos para sair e enfrentar esse convívio. Parabéns a Fundac, a direção do CSE e Espaço Cultural por permitir esses adolescentes ocuparem espaços que normalmente não tiveram chances de frequentar porque, infelizmente, muitos desses direitos, em suas comunidades, são violados”, disse.