Estamos realmente apoiando o Bolsonaro II – a saga

O coronel Arnaldo Costa prossegue na sua saga, analisando os desdobramentos políticos da atualidade, ressaltando e sugerindo ações e reações, para preservar a estabilidade do Governo conservador representado pelo capitão. Abaixo, mais um artigo do coronel:

Arnaldo Costa

Seria legal dar uma lida na primeira parte dessa saga pra ter continuidade do raciocínio. Obrigado.

Continuando essa saga, vou começar com uma pergunta bem direta: nessa luta entre esquerdistas e conservadores, estamos ganhando ou perdendo?

Categoricamente, eu diria que estamos perdendo e feio. Por quê? Por três evidências: a) são muito mais organizados do que nós e permanentemente alertas; b) os parlamentares esquerdistas são muito mais combativos e judicializam tudo contra apoiadores do Capitão pra prejudicar a sua imagem; c) têm a simpatia de certos juízes da Corte maior e todos nós sabemos as origens dessa gente; d) contam com o sonho do “Botafogo” em assumir a Presidência da República; f) não têm escrúpulo, assim como agem os bandidos contra policiais; e) recebem apoio do Foro de São Paulo e de influências externas; g) recebem apoio da grande mídia da qual eles são reféns; h) estão apostando tudo pra derrubar o Bolsonaro, abrindo caminho para as esquerdas voltarem ao poder.

E nós conservadores, o que podemos fazer pra recuperar o tempo e o espaço perdidos? Não sou cientista político, mas venho estudando política há bastante tempo. E nesse caminhar tenho estudado obras de vários pensadores. Não os relaciono pra evitar ser taxado de estar arrotando
conhecimentos.

Analfabeto funcional sempre reage a quem sabe ler e escrever alguma coisa. Tem gente possuidora só de uma graduação chinfrim e rebate até Aristóteles, Copérnico, Einstein, por exemplo. Paciência.

Mas vamos ao cerne da questão. Na primeira parte dessa saga, foram apresentados alguns passos que o professor Olavo de Carvalho e o Fernando Melo indicaram pra que nós outros conservadores poderíamos adotar.

Pois bem, vou me valer de uma ferramenta muito utilizada por Administradores diante de um problema, também utilizada por Jornalistas de verdade ao se prepararem para uma reportagem. É o famoso 5W2H que traduzindo da língua inglesa, significa: O quê? Quem? Quando? Por quê? Como? Onde? E quanto custa?

Temos que partir, desde já, para fazer militância política. Respondi às três primeiras perguntas acima. A quarta pergunta pode ser respondida assim: porque se ficarmos inertes, só trocando zapps e passeando em manifestações com camiseta verde-amarela, vamos tomar naquele lugar.

O crucial how dessa militância fica por conta de uma série de ações intelectuais, usando as redes sócias a todo vapor.

Vamos encher o saco de Deputados e Senadores alinhados ao Bolsonaro pra fazerem mil pronunciamentos na tribuna.

Que usem mais a mídia alternativa e rejeitem entrevistas à grande mídia, mas têm que mostrar serviço. Deixemos de comprar ou usar produtos ou serviços de empresas que fazem propaganda na grande mídia. Temos que esquecer a TV aberta, principalmente o canal dos Marinhos, a CNN, TV Cultura e outras porcarias.

Vamos pressionar grandes empresários pra abandonarem a TV Funerária e fazerem publicidade nos portais, sites, blogs, SBT, canais religiosos etc de conservadores. É uma boa fazermos assinaturas ou contribuir em portais, sites apoiadores à Bolsonaro. Se conhece Advogados conservadores, vamos incentivá-los pra judicializarem à vontade tudo que possa ou esteja prejudicando a imagem do Bolsonaro e seu Ministério.

Vamos compartilhar ao máximo os feitos do Governo Federal, destacando as ações do Bolsonaro em prol do Brasil, bem como as merdas comprometedoras das esquerdas. Ah, essa é pra lá de bom, como dizem os mineiros: fazer cursos de militância política conservadora ou expressão similar pra ficarmos mais por dentro do contexto político brasileiro, suas razões e seus efeitos. E não ficarmos no achismo.

A sexta e a sétima perguntas estão respondidas no bojo das respostas acima, destacando que os custos são mínimos se comparamos ao preço de ficarmos inertes, esperando a banda passar. Es se essa banda passar, não vai passar tocando e sim esmagando todos os brasileiros que amam este Brasil.

Lembram daquela frase atribuída a Thomas Jefferson? “O preço da liberdade é a eterna vigilância.” Essa vigilância é ser pré-ativo, estar vendo, observando, criticando, participando.

Esse conjunto de ações virtuais é o que podemos chamar de militância inteligente. E não aquela de sair por ai gritando palavras de ordem, com faixas e bandeiras, carro de som, passeando em manifestações e depois ir bebericar na praia. Está provado que esse tipo de militância não leva a nada.

A não ser para atender um pedido expresso do Presidente Jair Messias Bolsonaro pra inundar a Esplanada em apoio ao fechamento das barracas. Mas isso fica para o próximo capítulo.

Nesse próximo capítulo vou precisar da ajuda daqueles que jogam xadrez pra vermos como fazer um roque no jogo político que vemos atualmente e que ameaça seriamente a estabilidade do Bolsonaro.

A saga continua…