Dia da Independência pode transformar o Brasil em um Afeganistão, onde o ódio e a intolerância se misturam

O Vale tudo contra o STF – aquele mesmo que embarcou no golpe que destituiu o governo legitimamente eleito de Dilma e que só podia ser destituído pelo “soberano” poder do povo, como enfatiza a propaganda “patriótica” dos partidários de Jair Bolsonaro, espalhada pelas redes sociais, em convocação para mais uma balburdia no dia 7, não tem fim e revela a passionalidade com que o tema vem sendo tratado: fechar ou não fechar o STF, invadir ou não invadir a sede do maior tribunal do Judiciário brasileiro, executar ou não executar ministros, eis a questão!

Aves de mau agouro

É preciso distinguir a instituição, a mesma tão referendada quando o golpe estava em andamento, e que serviu para mostrar a normalidade que envolvia o país naquele momento, quando o estado de direito foi desmontado, negando a condição de golpe ao impeachment urdido pelas forças mais reacionárias, e que depois se reuniram para legitimar a trama posta em prática por um juizeco de província, guindado á condição de herói e salvador da pátria para atender aos interesses mais escusos que norteariam essa nação.

Eles se conhecem a fundo

O que causa estranheza é que essa corte, agora tão agredida e difamada, serviu aos propósitos dessa alcatéia enfurecida só que, à época ninguém se lembrou de atacar ministros, de defender o fechamento do STF, de denegrir, difamar, injuriar e caluniar, numa cumplicidade que realçava as contradições políticas deste país, sempre levado pelas conveniências de momento.

Quando o STF prestou-se para presidir a fraude política que resultou na deposição de Dilma nenhum ministro foi apontado como corrupto ou venal: todos dessa turba ignara, que hoje uiva impropérios e insultos a corte, aplaudiram e enalteceram ministros como Gilmar Mendes, um dos mais suspeitos, desde quando nunca recuou favorecer os corruptos, mais notórios desse país.

A corte que referendou o golpe e abriu espaço para a eleição do mais desastrado e suspeito presidente desta republica de bananas, comprovadamente envolvido com milícias, ele e os filhos; é a mesma, acrescida apenas de mais um filhote da corrupção, que vem a ser o Alexandre de Morais, indicado por um dos presidentes mais corruptos desse Brasil, chamado Michel Temer totalmente esquecido pela memória fraca desse pobre país, e que hoje é colocado em altar pela esquerda, escroque e delirante, e pela direita arrependida.

Sempre defendendo o retrocesso

A velha direita, sempre burra e sempre histérica, terminou por transformar em vítima a turma do STF, cujo desgaste já havia atingido o nível de poleiro, resgatado agora pela solidariedade que o ódio exacerbado termina por fecundar, já que, entre criticar ministros e fechar a instituição vai uma distância que a miopia política dos bolsonaristas não é capaz de enxergar.

A opinião da maioria, sensata e lúcida, não defende o fechamento da corte, o retorno do autoritarismo, muito menos qualquer regime de exceção como querem esses radicais alucinados, adeptos da mentira e do ultraje como instrumentos da política.

Essa força política, que defende Bolsonaro, apresenta-se estúpida, quando não oportunista, insensível, bárbara e semianalfabeta, capaz de defender extermínios e justiça pelas próprias mãos, num retorno à barbárie que despreza os anseios de civilidade que a evolução humana impôs, mas que não se torna compreensível para quem ainda acredita que a terra seria plana.

Estupidez como lema político

Formada por preconceito, ignorância, estupidez e ódio – e ainda sentada na sala de estar da Casa Grande, essa corrente política, que só falta envergar o capuz da KU KLUX KLAN, alastra-se como uma horda, país afora, lembrando os mongóis de Gengis Khan ou os hunos de Átila num retrocesso que assusta e estarrece quem detém um mínimo de racionalidade.

O dia da independência pode se transformar no Amargedon desse país, caso essas turbas ignaras não sejam contidas.

Esquerda e Direita, nunca prestaram tanto desserviço à Nação como agora.