Setembro tem segunda alta consecutiva no Índice de Confiança do Consumidor na Paraíba

O mês de setembro registrou alta de 2,15% no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) na Região Metropolitana de João Pessoa, avaliado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Econômicas e Sociais da Paraíba. O ICC passou de 108,85 pontos em agosto de 2019 para 111,19 pontos neste mês.

Este resultado de crescimento pode ser atribuído, em parte, ao recuo da inflação e à expectativa em relação ao início do período de saques dos recursos das contas ativas e inativas do FGTS.

Confiança cresce entre os consumidores da capital

Na comparação anual, o índice registrou alta de 6,14%, passando de 104,75 em setembro de 2018 para 111,19 pontos neste mês. A escala de pontuação do Índice de Confiança do Consumidor varia de 0 (total pessimismo) a 200 (total otimismo).

Na avaliação por gênero, tanto os homens quanto as mulheres se mostraram mais confiantes, com altas de 1,77% e 2,22%, respectivamente. Os consumidores casados ou em regime de união estável registraram o maior acréscimo, com 2,33%. Por escolaridade, os que possuem ensino superior completo demonstraram maior crescimento, 2,54%. Por faixa etária, a maior alta foi registrada pelos consumidores com idades compreendidas entre 37 e 47 anos (2,54%). E, por renda, os que ganham entre dois e quatro salários mínimos, com expansão de 2,62%.

Condições atuais e expectativa

O Índice de Confiança do Consumidor é composto por dois subindicadores: O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) que apura a confiança do consumidor em relação à sua situação atual e o Índice de Expectativa do Consumidor (IEC) que mede o sentimento do consumidor em relação à sua situação futura. Em setembro de 2019, tanto o ICEA quanto o IEC influenciaram positivamente o resultado do nível de confiança apurado pelo ICC, sendo que o ICEA foi o que registrou a maior expansão (2,36%). Já o IEC apontou alta de 1,97%.

A economia dá sinais de recuperação

Na avaliação dos entrevistados considerando a situação futura da família, o percentual que avaliaram como melhor aumentou de 65,45% em agosto de 2019 para 67,68% em setembro desse ano. Em contrapartida, o percentual dos que avaliaram como pior caiu de 8,43% para 7,63% no mesmo período. Já na avaliação dos consumidores considerando a situação atual da família, a parcela de consumidores que avaliaram como melhor a atual situação familiar também subiu de 28,50% em agosto/2019 para 29,98% em setembro/2019 e a parcela de consumidores que julgaram como pior a atual situação da família caiu de 30,05% para 26,04%.

Metodologia

A sondagem tem por objetivo fazer diagnóstico de um conjunto de informações econômicas, construídas a partir de respostas sobre as condições correntes e futuras, esperadas pelos consumidores em níveis micro e macroeconômicos. A escolha da amostra apresenta um índice de confiança de 95% e um erro amostral de 4,90%. Para atender a precisão desejada, a amostra foi estimada em aproximadamente 400 entrevistas, sendo os participantes escolhidos de forma aleatória na RMJP, nos dez primeiros dias do mês, em diversos pontos onde ocorre maior concentração de consumidores.

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