Euller desafia autoridades, sobrevive a tsunamis de denúncias e mostra que seu poder não tem limites ao reter o AIKO de forma ilegal

Causa perplexidade e estarrecimento o grau de imunidade que o coronel Euller, comandante Geral da Polícia Militar, tem revelado nesses nove anos a frente da corporação integrando os governos socialistas junto e misturado com o que tem de mais suspeito nesse esquema político, que as investigações desnudaram, revelando toda extensão dos seus tentáculos na máquina administrativa, alguns deles enfiados na corporação que o coronel comanda alvo e fonte das investidas dos atentos observadores da caserna, mas que terminam por cair no silêncio cúmplice e na omissão complacente, que dimensionam o poder de pressão e de intimidação que o coronel demonstra, em grau tal, que sequer o governador reage.

Comando Geral abrigaria os arapongas do coronel

Niágaras de denúncias contra o coronel despencam todo santo dia no noticiário, mas sequer respinga no seu prestígio junto aos mandatários do PSB, muito menos abala sua torpedeada reputação entre os órgãos supostamente responsáveis para averiguar a veracidade das notícias, aquelas que infestam os veículos de comunicação nomeando e relacionando notas, empenhos, licitações, diárias, enfim, um festival de irregularidades que, se cometidas por vereadores, renderiam Fantásticos e outros espaços cobiçados por procuradores e delegados delineando os contornos de um cenário de comprometimento e envolvimento com os supostos desmandos do coronel que causa indignação e desconfiança na opinião pública pela tolerância com que essas autoridades convivem com o comandante geral.

Vez em quando diante da pressão arrasadora de certos espaços da imprensa um órgão aqui outro acolá toma uma tímida iniciativa e acolhe alguma coisa contra o coronel ao exemplo do Tribunal de Contas do Estado reduto onde Euller encontra fieis aliados como o conselheiro Carlos André Torres, reconhecidamente muito mais um defensor dos interesses socialistas do que propriamente um juiz em defesa da coisa pública pela desfaçatez com que arquivou 21 processos contra Livânia Farias e ainda continua conselheiro.

Ninguém intimida o coronel nem mesmo o governador

Agora o tribunal deu prazo para Euller explicar a barafunda de compras que fez ao longo desses nove anos de absoluta tranquilidade no manuseio do dinheiro público, sempre suspeito de malversação, desde quando um documento elaborado pela Ouvidoria da Segurança Pública ainda no primeiro Governo de Ricardo quando se acreditava que os valores republicanos norteavam sua gestão apresentou provas que algo de podre havia no Reino da Dinamarca.

Esse dossiê mostrando o mapa das atividades ilegais do coronel foi estranhamente arquivado pelo que hoje pode ser chamado de comparsa, Gilberto Carneiro, já que réu em Operações como a Calvário, onde o dinheiro público jorrou com impetuosidade pelos ralos da corrupção.

Empenhos, os mais diversos, recheiam as denúncias contra o coronel e partem da caserna

A autora do dossiê então ouvidora da Segurança afirma que encaminhou cópias para seu sucessor e para o Ministério Público; ambos inertes e em silêncio até hoje omissos diante do volumoso documento, recheado de denúncias, apontando para o enriquecimento suspeito do militar.

Valdênia foi sumariamente exonerada pelo governador Ricardo Coutinho assim que manifestou a intenção de reunir a imprensa e denunciar publicamente o que tinha arrolado contra o coronel. Não chegou dar a entrevista: escafedeu-se, sumindo varrida por ameaças veladas caso tornasse publico o que continha o dossiê e nunca mais apareceu na Paraíba.

Ela fora uma indicação do então deputado federal Luiz Couto que também sumiu depois de se consagrar como um denunciante das atividades criminosas de policiais civis e militares.

Hoje, o ex-presidente da CPI da Pistolagem confraterniza com o coronel participando juntos do mesmo governo que acolhe e protege os desmandos atribuídos ao comandante e nunca mais o padre deu um pio sobre todas as denúncias que sua pupila reuniu em dossiê.

De lá para cá, não estancou o caudaloso rio de irregularidades atribuídas ao o coronel: coturnos, boinas, lanches, licitações de obras as mais suspeitas, padarias, diárias, enfim, por onde anda o dedo do oficial tem algo de suspeito e sinistro e nada mais sinistro do que a rede de espionagem que, com fundadas suspeitas comandaria ostensivamente nas barbas do Ministério Público e demais autoridades sem ser incomodado nem investigado sobre essa atividade criminosa, que vasculha o universo político da Paraíba como um satélite espião.

Indícios gritantes de que, a inteligência do coronel Euller faz espionagem clandestina já explodiu no noticiário e até um espião foi detido em atividade mais do que suspeita nas proximidades do gabinete do Secretário de Segurança e há uma quase convicção beirando a certeza de que, um instrumento de espionagem (O AIKO), que devia estar desativado, encontra-se em atividade manipulado pela Coordenadoria de Inteligência da PM, diretamente subordinada ao comandante fazendo o quê ninguém sabe nem quer saber.

Cumplicidade com Gilberto Carneiro salvou Euller do dossiê de Valdênia

Essa sem dúvida a mais grave denúncia contra o coronel por todas as implicações que dela decorrem já que são muitas as denúncias de autoridades como senadores, ex-governadores, presidentes da Assembleia, prefeitos e vice-prefeitos, deputados, enfim, um número expressivo de pessoas influentes e com poder que foram alvos dessa atividade clandestina em uso sem freio e sem limites, que atenta contra a privacidade do cidadão.

Essa informação seria inclusive do conhecimento do Gaeco e de promotores do Gaeco estranhamente inertes e impassíveis diante de uma flagrante e grave irregularidade constitucional porque não faz parte das atribuições da corporação o policiamento judiciário.

Há indícios robustos de que o AIKO estaria sob controle da Coordenadoria de Inteligência da PM

O portal está tentando contato com as autoridades responsáveis por esse monitoramento para confirmar o paradeiro do AIKO, e o porquê desse instrumento se encontrar nas mãos da Coordenadoria da PM e para que fins, sendo usado e atendendo quais interesses.

Comenta-se também que uma sala na PB-PREV seria usada por espiões da P2 e lá também teria outro aparelho com a mesma finalidade do AIKO. De tão estranha e misteriosa a movimentação do espaço recebeu o nome de sala Sinistra.

O que não se pode nem se deve é duvidar do poder desmensurado do coronel: impune e sem controle, capaz de encolher autoridades no Estado, uma delas o governador sabedor e inteirado desses procedimentos, mas apático, contido na sua autoridade quase refém do coronel sem forças para sacar a caneta e reagir a tanta ousadia e atrevimento.

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