Compra de equipamentos de espionagem pode ter objetivos políticos e seria prática antiga no Governo de RC, revelam fontes da PM

A história da compra dos equipamentos de espionagem, adquiridos pelo comando geral da Polícia militar, sem licitação, seria mais uma prova de como se portava o Governo anterior recheado de suspeitíssimas figuras, agora devidamente reveladas, em toda periculosidade, pelas investigações promovidas pelo Gaeco.

Um Governo com ranço de máfia e cheiro de mofo movido pela ideologia que sustentava os regimes autoritários, onde a perpetuação de líderes e grupos era a tônica do poder.

Essa, inegavelmente, a fonte onde foi beber Ricardo Coutinho desde quando enveredou pela política, o que fica sobejamente demonstrado na sua estratégia de continuidade com a qual tentou submeter e neutralizar João Azevedo e que findou por estraçalhar o PSB, reduzido a ele e poucos acólitos.

Nesse ambiente de servidão e idolatria reproduzindo o clima de nebulosidade próprio dos regimes totalitários, onde cabeças podem rolar ao sabor do jogo de informação, dos fuxicos e das intrigas, espionar seria preciso e essencial para manter o controle do sistema.

Nesse universo de discórdia pontificaram entidades como a KGB, responsável pelas informações e pelo controle estreito das figuras que formavam o Governo russo.

Esse parâmetro passou inspirar no mundo ditadores de todas as dimensões, e parece ter encontrado aqui na Paraíba, um ninho dos mais acolhedores haja vista os muitos murmúrios que se espalhavam pelos subterrâneos do Governo passado dando conta dessa atividade nebulosa, que varreria os recônditos dos poderes constituídos e a privacidade de muita gente.

Nada como um guardião atento e com capacidade de vasculhar a intimidade do próprio Governo principalmente os segredos dos adversários, catalogando suas fragilidades, desvendando sua privacidade e de familiares, para fazer do jogo de chantagem e extorsão uma arma poderosa, capaz de neutralizar e reduzir ao silêncio ou a submissão.

Pelos muitos comentários, que provêm da própria caserna, essa seria uma prática comum, que encontrava guarida nas esferas mais alta do Governo passado e servia de base para muitas operações secretas, cujos objetivos se tem conhecimento hoje como desdobramentos das investigações policiais, que desnudaram a reputação de gente que pousava de decente.

Não são poucos os áudios de conversas entre oficiais superiores, denunciando a prática e se queixando de que estariam sendo grampeados, espionados por essa banda solerte da corporação, cujos integrantes são conhecidos, mas, pela periculosidade, não são denunciados, até por se encontrarem localizados nas altas esferas do poder credores de serviços que a Justiça define como crime.

A ousadia dessas arapongas, não tem limite e nem fronteira, e invadiriam até outros poderes com a desfaçatez de quem se sente acima de tudo. De tanto ousarem e agradarem a certos poderosos estariam rastreando o próprio governador e seus auxiliares de maior confiança como denuncia a imprensa de modo geral.

Exatamente isso: o governador pode estar sendo espionado por sua guarda pessoal, atrelada ao comando geral da PM, cujas relações com o Governo passado são estreitíssimas, notadamente com aquelas figuras que as investigações da Operação Calvário desmascararam, sendo inclusive beneficiado com arquivamento de denúncias formuladas pela Ouvidoria da Secretaria de Segurança Pública.

Essa turma de “espiões” sabe se camuflar e estaria agora soprando para morder depois no claro objetivo de manter a estrutura e a estratégia que parece ter sido a essência para tanto prestigio e privilégios, nesses longos e tenebrosos oito anos, onde mandava e desmandava, indicava e queimava, numa demonstração de poder que causava perplexidade pela tacanhez do prestigiado.

É nesse clima de confronto interno e de projetos políticos para o futuro que a pequena KGB montada nos subterrâneos do Governo socialista se movimenta e sobrevive à custa de serviços nada republicanos, e que aspira se perpetuar para continuar servindo ao Grande Líder.

Supostamente – para isso e por isso -, teria adquirido modernos e mais eficientes aparelhos de espionagem mesmo que a um custo aparentemente superior que o da praça e sem licitação, para prosseguir na senda soturna das informações sigilosas, confiante que a mudança de Governo não acarretou a mudança de estilo e possa continuar oferecendo seus serviços escabrosos.

O Governo já foi informado dessa atividade ilegal nos seus porões, fruto da concepção ideológica de quem bebeu na fonte dos regimes totalitários, e que planejava manter-se no exercício do poder sem interrupção.

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