Zoonoses registra mais de 400 casos de esporotricose em João Pessoa e orienta sobre diagnóstico precoce

O Centro de Zoonoses de João Pessoa registrou esse ano 409 casos de esporotricose, conhecida como a doença do gato, também transmissível ao ser humano, e que pode levar à morte. A informação é da diretora do órgão, Pollyana Dantas, que convoca a população a fazer o teste precoce a qualquer sinal da doença no animal e tratá-lo.

“Se a doença for detectada logo no início e tratada, a resposta ao tratamento é positiva. Se for diagnosticada em estado avançado, não haverá chances para o animal”, afirmou, ressaltando que, neste caso, é preciso diminuir o sofrimento do gato, através da eutanásia.

Em João Pessoa, os bairros com maior incidência de casos de esporotricose são Mangabeira, Valentina, Cristo, Rangel e Colinas do Sul.

Pollyana Dantas disse que a esporotricose não só causa lesões na pele, como muitas pessoas pensam, mas também nos órgãos internos, a exemplo do pulmão, que chega a estourar. “É desumano deixar o animal chegar a esse ponto”, declarou.

Conforme explicou, o Centro de Zoonoses disponibiliza testes clínicos (de lâmina), gratuitos, para detectar a doença do gato. Somente este ano, foram realizados 845 exames. “Mas não fazemos o atendimento móvel. O animal deve ser trazido aqui pelo tutor. Agora, se for um animal de rua, é preciso que registrem a ocorrência através dos telefones do Centro e nos passem o endereço para fazermos o recolhimento”, informou.

Sobre o tratamento, ela disse que, após o exame, o animal retorna para casa. “O resultado sai em 72 horas e se confirmado, deve permanecer isolado, preso em algum cômodo para não contaminar outros animais ou humanos, com toda a higienização recomendada e ser medicado até a cura”, acrescentou.

A doença – A esporotricose é causada pelo fungo da espécie Sporothrix schenckii, presente na planta ou no solo contaminado por ela. A doença acomete os animais, sobretudo gatos, e tem um alto grau de contágio entre eles, como também em humanos. A contaminação acontece a partir do contato do gato com a planta, que é repassado ao outro animal quando compartilham a mesma água, por exemplo, ou quando se arranham.

O tratamento é feito a base de antifúngico e deve ser prescrito por veterinário. O remédio é de baixo custo – R$ 1 real ao dia – e deve ser mantido por três meses, acompanhado por uma vitamina.

Telefones do Centro de Zoonoses: 3214-3459/ 3218-9357/ 3218-7780

 

Autor: Djane Barros