Vereador defende que haja exemplares da Bíblia nas escolas de João Pessoa

O objetivo do PLO é de que se ensine a criança, o jovem e o adolescente a aprender a manejar, estudar e discutir sobre o “Livro Sagrado” dos cristãos

O vereador Carlão (Patriota) foi à tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa na manhã desta terça-feira, 26, para defender um projeto de lei ordinária de sua autoria prevendo a inserção da Bíblia Sagrada nas bibliotecas e escolas públicas municipais. O objetivo do PLO é de que se ensine a criança, o jovem e o adolescente a aprender a manejar, estudar e discutir sobre o “Livro Sagrado” dos cristãos.

“Será que o conteúdo histório e geográfico da Bíblia não merece respeito? Será que esse livro, sendo o mais lido no mundo, não mereceria estar nas escolas públicas? Será que o livro mais traduzido no mundo não deveria estar nas bibliotecas públicas? Podem dizer que há pessoas que não são cristãs nas escolas. Eu concordo. Quem não quiser, não lê”,, afirmou o vereador.

Em seu pronunciamento, o parlamentar ainda criticou a exposição de conteúdos inadequados para crianças na televisão e a difusão de músicas e letras de cunho erotizado para este público.

Carlão ainda se posicionou contra uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou inconstitucional uma lei aprovada pelo Mato Grosso do Sul com igual teor ao projeto de lei que ele apresentou já que a norma determinava que as bibliotecas e escolas públicas do estado mantivessem ao menos um exemplar da Bíblia. A ação contra a Lei 2.902/2004 foi movida pela Procuradoria-Geral da República em 2015 e somente este mês obteve uma decisão da Corte.

“Foi uma interpretação forçada do estado laico. Seja católico, evangélico ou de qualquer religião, a Bíblia tem valor. Existe erro e fere-se o estado laico com isso? Onde vamos parar? A intenção é colocar a Bíblia à disposição das escolas para quem quiser ler. Quem não quiser, não leia”, resumiu.