Uso de drones para reprimir cidadania causa perplexidade e indignação; nem João se destaca mais do que a libélula fardada no cenário da pandemia 

Como se disse e já se viu a pandemia vem mexendo com os nervos de muita gente e muitas perdendo o siso. Agora, para enfrentar o coronavírus certos personagens de Sucupira – a cidade fictícia do estrambólico prefeito Odorico Paraguaçu – voltam a cena e reproduzem episódios hilariantes, que marcaram a obra de Dias Gomes.

Eles estão prontos para invadir sua vida

Sem aqueles espaços e aqueles apoios que tinha na gestão passada, onde e quando fazia parte da coluna vertebral de um esquema que desmoronou sob o peso das revelações da Operação Calvário, uma certa libélula seduzida pelo Poder tem recorrido a tudo para se manter em evidência e no cargo.

Não bastante o ridículo das constrangedoras retretas, agora apela para os drones como forma de combater a pandemia em um exibicionismo que ofusca as ações do próprio Secretário de Saúde discreto e eficientemente atuando nos bastidores.

Nem mesmo o governador João Azevedo tem protagonizado tantas ações, voltadas para destaca-lo dos demais componentes da equipe de Governo indistintamente empenhada na luta contra a pandemia, sem buscar a ribalta dos acontecimentos.

Apenas a libélula fardada corre atrás do protagonismo num frenético esforço para mostrar serviço, o que termina por revelar toda intranquilidade que o acomete farejando cada vez mais a insustentável permanência no cargo diante do descalabro em que mergulhou a segurança pública, ainda mais combalida pela falta de planejamento e de ações que coíbam o recrudescimento da violência.

Enquanto a libélula se esmera para roubar a cena no trágico cenário da pandemia a cidade mergulha no caos da violência com assaltos e roubos em plena luz do dia troca de tiros e assassinatos no meio da rua, uma demonstração de que, nunca houve da parte da desvairada criatura compromisso com a segurança pública.

Esses insetos não resistem ao brilho das luzes

A sua nova investida agora causa perplexidade a gente especializada no tema segurança como o delegado de carreira e deputado estadual, Walber Virgulino, que indaga nas redes sociais em quê e como os drones da libélula poderão ser usados no combate a pandemia.

A divulgação da utilização dos drones também desperta a curiosidade publica para outros episódios, onde a libélula é suspeita de espionagem e de ter adquirido aparelhos e equipamentos voltados para essa atividade incompatível com as funções constitucionais da corporação que comanda e que estariam na origem de tantos episódios nebulosos muitos denunciados como o drone que sobrevoava a casa do senador José Maranhão na campanha para prefeitura da capital encaminhado à Polícia Federal, mas sem conclusão como tantos outros que marcam a sombria trajetória dessa libélula fardada.

Não apenas o deputado e delegado Walber Virgulio quer saber como e onde serão usados os drones como também a sociedade alvo desses ataques aos direitos irrevogáveis do cidadão assegurados pela Constituição e que esse açodado servo de organizações, apontadas como criminosas, pretende violar a pretexto de combater pandemias.