Tolerância com o que resta de capangas da quadrilha de RC na sua gestão vem minando a reputação de probidade do governador

O governador João Azevedo tem duas missões quase impossíveis de cumprir, que seriam tocar o Governo em meio a esse bombardeio terrível da Operação Calvário e escapar das minas deixadas pelo rompimento com o ex-aliado Ricardo Coutinho.

Relutância em se desfazer do que resta do crime organizado na sua gestão compromete a reputação do governador

Pelos fatos relatados nos episódios da folha e dos tomógrafos, as ações de sabotagem vão ser intensificadas à medida que João avance nos programas de Governo, porque ele será alvo da mesma inveja e do mesmo ódio que atingiu Luciano Agra na Prefeitura.

Da mesma forma, e com a mesma intensidade será alvejado pelos desdobramentos da Operação Calvário ainda na sua sétima fase sinalizando para muita munição estocada em setores como Detran/PB e Segurança Pública, que devem render sérias e graves dores de cabeça ao governador obstinadamente sem partido, que está pagando um preço altíssimo pela relutância em se desfazer daquilo que já é visto como resquícios da quadrilha que governou o estado nesses oito anos.

A Justiça já deixou claro que o Estado era governador por uma quadrilha

À medida que reluta e conserva na sua equipe o que já é compreendido como capangas do Governo passado, João reforça a versão de que o rompimento seria uma estratégia para não perder o Governo definitivamente e sua falta de apetite para exonerar essas figuras estigmatizadas pelos crimes comprovados – onde se torna impossível apagar as digitais, ganha cada vez mais a conotação de cumplicidade com as atrocidades morais e penais, cometidas pela quadrilha que devastou os cofres públicos.

Em nome da moralidade as indicações do delinquente não podem continuar no Governo

O que a sociedade vive a indagar é o que faz o governador relutar em afastar o que todo mundo já ver: as intrincadas relações de pessoas mantidas na sua gestão com a quadrilha desarticulada pelas investigações da Operação Calvário e cujo papel indiscutivelmente era de capanga, assecla, pela proeminência que exibiam e pelo papel preponderante que exerciam na hierarquia da organização criminosa.

A sociedade aguarda que a Justiça identifique os comparsas de Coriolano, o mais perigoso da quadrilha chefiada pelo irmão

Que as investigações caminham na direção desses núcleos – ainda resistindo e atuando – é inexorável infalivelmente inevitável e a qualquer momento serão desmistificados e apresentados na sua real condição de capangas a serviço de uma quadrilha que infestou e ainda infesta o Estado da Paraíba.

Então, porque esperar que as investigações desnudem esses farsantes, esses violadores da honestidade, esses sacerdotes da hipocrisia, quando se pode usar a caneta e o diário para atender ao clamor público que se avoluma e que já ameaça destruir o que resta de credibilidade de um gestor cuja reputação pessoal ainda não foi posta em dúvida, mas que pode desmoronar pela tolerância excessiva com o crime organizado perfilado na sua gestão com a maior desfaçatez e cinismo.

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