STJ estimula RC imitar médico estuprador Roger Abdelmassih e socialista pode encontrar refúgio na Alemanha, onde já estaria seu advogado

Há algo nesse episódio do habeas corpus de Ricardo Coutinho que revela toda relapsia jurídica que pauta esse país de juízes pouco preocupados com o clamor das ruas. Mesmo diante da urgência apresentada pela Procuradoria Geral da República e pela abundância de provas que dimensiona a periculosidade do ex-governador agora comprovada pela apatia e anorexia dos ministros dos tribunais superiores, lentos e desatentos à gravidade dos fatos, quando não cúmplices das ações criminosas em pauta como se constatou na imoralidade cometida pelo ministro Napoleão Maia e que os colegas não se apressam corrigir no intuito de dar uma satisfação à sociedade paraibana perplexa e estarrecida.

Em férias, vice-presidente transfere abacaxi para a relatora Laurita Vaz

Esses “desleixos” da Justiça ao conceder habeas corpus a figuras sinistras, acusadas de crimes terríveis, tem seu exemplo mais emblemático no caso do médico Roger Abdelmassih, condenado a quase 300 anos de prisão, e que fugiu do país, assim que Gilmar Mendes lhe concedeu um estranho e absurdo passe livre.

Na Paraíba, e nesse episódio, parece já haver um fato que devia chamar a atenção das autoridades jurídicas: que seria a suposta viagem para a Alemanha do advogado de Ricardo Coutinho, Francisco das Chagas, um dos beneficiados pelo estapafúrdio habeas corpus de Napoleão Maia, provavelmente ausente do país, e recolhido a outro que não tem tratado de extradição supostamente preparando o caminho da fuga para os demais.

 Médico fugiu para o exterior assim que recebeu o habeas corpus

Mas nada disso abala a consciência dos ministros do STJ e como se tivesse tratando de algo banal a vice-presidente retira das costas exaustas esse fardo e o encaminha para a relatora também em férias e que só deve se debruçar sobre o caso em fevereiro quando provavelmente todos já terão embarcados para fora do país.

Pela retirada humilhante de sua live das redes sociais pode-se medir o fundo do poço a que foi atirado Ricardo pelo repúdio popular e para ele não há mais como convencer a opinião pública de sua inocência e não serão isoladas manifestações de apoio que o devolverão ao panteão dos heróis de onde foi arrancado pelo vendaval da Operação Calvário, restando-lhe como opção aproveitar a cumplicidade e a complacência da Justiça a lhe mostrar pela morosidade de suas ações a porta de saída para escapar das acusações.

Ricardo sumiu assim que percebeu o repúdio nas redes sociais, onde foi taxado de ladrão entre outros impropérios

Repouso

A ministra Maria Thereza de Assis Moura, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), não julgou o agravo apresentado da Procuradoria-Geral da República (PGR), assinado pelo procurador Henrique Jacome Medeiros, solicitando a revogação da soltura do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB).

No fim da manhã de hoje Maria Thereza decidiu encaminhar o recurso à relatora, Laurita Vaz.

De acordo com informações, ela pode aguardar o fim do recesso, em 3 de fevereiro, para apreciar o pedido.