Sociedade paraibana quer saber onde e como os deputados gastam com tranquilidade escandalosa o dinheiro do contribuinte

Estrondosa a repercussão do áudio onde o deputado Patriota, Wallber Virgulino, lamenta o corte na verba de gabinete promovido pela Mesa Diretora da Casa de Epitácio Pessoa como forma de contribuir para o enfrentamento da pandemia.

Essa Casa deve explicações sobre o uso da verba de gabinete aos paraibanos

Do litoral ao sertão o áudio do deputado bolsonarista rompeu os tímpanos dos paraibanos com sua linguagem de baixo calão e deixou perplexa a sociedade com o desplante do representante da Direita mais obscura, que se manifesta no Estado em acusações e impropérios contra os desmandos da esquerda, acusada de todo tipo de corrupção.

Não apenas a linguagem rasteira e chula do deputado causou indignação como principalmente a revelação de que, o dinheiro público pode ser gasto com tranquilidade pelos ardorosos paladinos da moralidade quando o telhado de vidro não é o deles.

De estilingue patriota de fanfarra passou a vidraça

Campeão em ataques ao Governo de João Azevedo, ele, rescaldo da administração que as investigações do Gaeco revelaram ser uma quadrilha, ocupando o cargo de Secretário de Administração Penitenciária, transformou-se, em passe de mágica, no mais ardente combatente da corrupção.

Com ligações tenebrosas, algumas abrigadas em presídios, cujos rastros escorrem sangue de inocentes atraídos a verdadeiras armadilhas, denominadas no linguajar policial de cheiro do queijo, o deputado terminou por abrir a Caixa de Pandora da Assembleia ao afirmar que o corte nas verbas de gabinetes iria impedir que gastasse com tranquilidade o suado dinheirinho do contribuinte paraibano.

Uma revelação gravíssima que, em países zelosos de sua legislação, determinaria abertura de procedimento para cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar, não só pelo linguajar de prostíbulo como também pela revelação de que, o dinheiro público pode estar sendo usado de forma inadequada e indecorosa.

Cabe à Comissão de Ética da Casa abrir procedimento para exigir compostura ao deputado como também para que ele explique como emprega o dinheiro público, valores que, sem os cortes lamentados e choramingados, correspondem a quase 40 salários mínimos do trabalhador paraibano.

De estilingue o deputado passou a vidraça e os ecos de seu áudio atravessaram o Estado provocando indignação e repúdio à lamentável declaração, que expôs todo parlamento paraibano, e que exige satisfação e explicação para o uso dessa verba de gabinete.

O fato, de tamanha gravidade, merece a atenção do Ministério Público.