Silêncio de Lígia estimula notícias sobre posse de novo Governo; investigações sigilosas sobre ligação com o crime organizado desgasta JA

Há uma deliberada intenção de misturar alhos com bugalhos nessa confusa paisagem política do estado onde a criminalidade deu o sabor à panela.

O noticiário em diapasão sensacionalista se encarrega de dar “exclusividade” ao que sequer foi considerado pelas autoridades. E os que anseiam retornar ao poder na esteira das investigações, apressam-se a empossar governos e a formar equipes, onde cavilosamente emplacam seus nomes. Uma barafunda de interesses subalternos que confunde a opinião pública, boiando nessas águas agitadas.

Notícias de CG dão conta que Lígia já decretou a deposição de João

De Campina vem a galope a notícia de um novo governo já em formação e com ações predeterminadas para iniciar a nova gestão em um desplante de presunção que coloca a silenciosa e precavida vice-governadora, Ligia Damião, numa saia justa diante de tanta inconveniência e açodamento.

O apressado arauto, com a proclamação da nova administração, antecipa a condenação de João Azevedo, concluindo ser o governador integrante da quadrilha desarticulada pelo Gaeco, já que investigado sigilosamente por determinação do STJ para apurar se a quadrilha de Ricardo ainda tem ligações com a atual gestão.

Partidários de Lígia acreditam e proclamam que ela não será atingidas pelos estilhaços da Operação Calvário

O que não deixa de ser uma descarada embaralhada dos fatos, porque a queda de João implicaria na queda da chapa e consequentemente arrastaria Ligia, a não ser que a agitada gang tenha a convicção de que, os envolvimentos de João se restringem a alçada da Justiça Comum.

O único fato concreto na leviana publicação seria a investigação sigilosa já que realmente a politica de continuidade misturou dentro do Governo de João o joio e o trigo socialista.

Diante desse fato irrefutável e pela relutância em não se desfazer de tão complicada companhia já que, pelo menos do ponto de vista moral e ético muita gente teria que ter deixado o Governo, seguindo os exemplos de Luiz Torres e Sebastião Lucena, que prefeririam se distanciar do lamaçal para não sofrer os constrangimentos que, sequer abalaram os que insistem em permanecer mesmo gerando grave desconforto.

Segundo a imprensa de Campina, Lígia já estaria organizando sua equipe de Governo

O gesto de facilitar a vida de João com os pedidos de exoneração, por motivos particulares, provavelmente teria evitado essa interferência do STJ obrigado se manifestar diante da abundância de provas de que, a continuidade contaminou o Governo com a influência de Ricardo supostamente se estendendo pela máquina administrativa ao ponto da vereadora Sandra Marrocos declarar que o “Governo é nosso”.

Situações afrontosas aconteceram demonstrando todo poder de influencia de Ricardo na atual gestão sem que João tomasse qualquer providencia para preservar sua autoridade mesmo quando ficou claro que havia um poder paralelo tão acintoso que seu próprio governo estava sendo monitorado através de espiões e a sua própria família alvo dessas investidas.

Nada disso incentivou João ao corte cirúrgico das partes gangrenadas pela corrupção sorrateiramente infiltrada em setores vitais produzindo vendavais que terminaram sendo identificados pelos investigadores diante da intensidade e desenvoltura com que determinadas figuras circulavam e circulam nos ambientes oficiais travestidos de autoridades e com elas confundidos e assimilados.

Essas figuras tenebrosas não conseguiram absorver a imagem de probidade que a reputação dos outros confere muito pelo contrário colaram em João a imagem da criminalidade barata que lhes é peculiar e isso tem causado todo desconforto que a associação com a organização produz alimentando a balburdia que as delações provocaram.

De tanto relutar ficou difícil agora separar o joio do trigo e essa relutância tem causado um desgaste enorme ao governador principalmente porque a sociedade não tem mais qualquer dúvida sobre o caráter criminoso do ex-governador e a convicção de que muita coisa que o cercava possui a essência da criminalidade.