Renúncia de Berg deve agitar o mar de lama da política de Bayeux

Nada mais emblemático da devastação moral que atingiu a política de Bayeux do que a presença do prefeito afastado da cidade, Berg Lima, na Câmara municipal para entregar sua renúncia e fechar um dos capítulos mais tristes dessa triste história de imoralidades no trato da coisa pública.

Berg cai atirando e deve afastar Kita do cargo com sua renúncia

Berg protagonizou uma das novelas mais decadentes da história política de Bayeux rica em escândalos, onde pontificaram personagens, as mais diversas, todas com o mesmo viés deletério, que se aprofunda no passado, realçando velhas e carcomidas figuras, que um dia conduziram Bayeux e deram sua contribuição para que o município fosse destaque no ranking nacional da corrupção.

Uma rápida e breve passagem pela história e pelo perfil daqueles que podem suceder Berg comprova-se que a cidade ainda está muito distante de se livrar dessa tradição de maus políticos, já que, agiotas, fraudadores, demagogos e outros de folha corrida tão deplorável podem assumir a vaga deixada pelo prefeito afastado.

Bayeux é uma cidade cuja indigência moral de seus representantes a distingue num cenário indigente como é o cenário político nacional e estadual onde honradez, caráter e outras virtudes, que caracterizavam os homens públicos no passado, escafederam-se.

A briga de foice que se trava a partir desta renúncia pode ser avaliada pelos objetivos e interesses que moveram Berg que seria de encurtar o mandato do prefeito em exercício e atiçar a cobiça dos aventureiros, que devem disputar a eleição indireta de olho na reeleição, em posição estratégica: fazer campanha pilotando a máquina municipal.

Essa guerra pela eleição a prefeito de Bayeux, decidida por um colégio eleitoral nada confiável, deve trazer à tona um festival de indecências, onde pescoço vira canela e vaca desconhece bezerro.

Esse cenário de aridez moral da vida pública pode influir na consciência do cidadão de Bayeux e fazê-lo enxergar que a renovação dos cargos eletivos se faz urgente e imprescindível para retirar a cidade desse lixão em que está afundada como consequência do analfabetismo político do eleitor.