Preso, mais uma vez, Coriolano ainda não revelou quem participava das forças policiais

O Gaeco e a CGU  mais uma vez nas ruas da capital paraibana: desta vez a Décima fase da Operação Calvário, para reconduzir ao xilindró Coriolano Coutinho, irmão do ex-governador Ricardo Coutinho, sexto colocado na disputa pela prefeitura de João Pessoa.

Coriolano, segundo informações preliminares, estaria sendo reconduzido para ver o sol nascer quadrado por descumprimento de medidas cautelares como o monitoramento eletrônico.

O mais perigoso comandava as forças policiais

Ele é tido por membros do esquema como o mais perigoso da suposta quadrilha desbaratada por comandar forças policiais, subordinadas  ao Estado, mas que estariam sob seu comando para a execução de ordens, as mais nebulosas, que incluiriam espionagem, sabotagem e chantagem a autoridades dos três poderes paraibano.

Completados quase 1 ano do desvendamento do esquema criminoso, que teria desviado milhões da Saúde e da Educação, as investigações não avançaram um passo para elucidar quem seriam essas forças policiais, comandadas por Coriolano, e que tanto pavor provocaria nos membros do esquema arquitetado por Ricardo Coutinho como apontam as investigações.

Desembargador não mandou ainda aprofundar as investigações para se saber quem compõe as forças policiais

Sabe-se , por delações, que parte dessas forças estariam localizadas na casa Militar do Governo do Estado de onde o secretário chefe comandava a escolta do dinheiro desviado, mas as ramificações poderiam alcançar parte do efetivo das duas policias, Civil e Militar, além de altos escalões dessas forças, envolvidos no esquema criminoso.

Apesar das fortes evidencias desse envolvimento até o momento o desembargador Ricardo Vital de Almeida não determinou que as investigações prosseguissem no sentido de apurar e desvendar quem estaria por detrás dessas forças soturnas de extraordinário poder de intimidação.

MUDO

Mesmo tendo sido juiz da Vara Militar por quase uma década, o desembargador Ricardo Vital não conseguiu identificar nenhum vulto que pudesse ser associado aos chefões da forças policiais, e eles continuam incógnitos e anônimos para espanto da opinião pública.

Coriolano é preso, vai solto, é preso de novo, deve ser solto, mais uma vez, e ninguém pergunta quem integrava essas forças policiais, jogando um manto de suspeita em todo aparelho de Segurança.

Essa a pergunta que não quer calar e que ninguém quer fazer no âmbito da Justiça.

O desembargador Ricardo Vital deve essa satisfação a sociedade paraibana.

Preso nesta quarta-feira, de novo, pelo Gaeco, em mais uma fase da Operação Calvário, por descumprir medidas cautelares, Coriolano Coutinho, chegou a pedir ao STJ autorização para frequentar a Granja na cidade de Bananeiras, onde afirma que cria e negocia gado, e planta e venda batatas.

A ministra Laurita Vaz, relatora dos habeas corpus, no âmbito da Operação Calvário, no Superior Tribunal de Justiça , indeferiu o pedido de Coriolano Coutinho.

O desembargador Ricardo Vital de Almeida, relator da Operação Calvário, no Tribunal de Justiça da Paraíba, também negou o pedido de Coriolano.

“O fato do denunciado figurar como um dos cabeças da ORCRIM objeto de investigação no presente feito, atuando especificamente no núcleo financeiro operacional, sendo responsável pela coleta de propinas destinados ao irmão, o também denunciado Ricardo Vieira Coutinho, além de circular nas estruturas de governo para advogar interesses da organização junto aos integrantes do alto escalão, sendo, também, arrecadador junto a outros agentes
econômicos, faz com que a flexibilização das cautelares a ele impostas, ao menos por ora, não seja uma medida razoável”, afirmou o magistrado.

DÉCIMA FASE DA CALVÁRIO – O Gaeco deflagrou nesta quarta-feira, dia 9, a décima fase da Operação Calvário, e cumpriu mandado de prisão preventiva contra Coriolano Coutinho, além de mandados de busca e apreensão em João Pessoa e Bananeiras, na propriedade dos irmãos Coutinho.

Redação com portais