Pesquisadores da UFPB buscam melhoramento genético da mandioca na Paraíba

O Centro de Ciências Agrárias (CCA), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), contribuiu com o transporte de 50 mil unidades de manivas-sementes, que são pedaços das hastes ou ramas da planta mandioca, para municípios da Zona da Mata e do Brejo paraibano, dentro das ações do “Plano de Desenvolvimento do Arranjo Produtivo da Mandioca na Paraíba”.

Sementes foram trazidas do Pará e entregues nos municípios de Mari, Areia, Mamanguape, Santa Rita, Pilar, Rio Tinto, Lucena e Jacaraú

A iniciativa é desenvolvida por professores e pesquisadores do CCA, em Areia, em conjunto com o Instituto UFPB de Desenvolvimento da Paraíba (IDEP), com a finalidade de aumentar a produtividade no cultivo da mandioca nessas regiões. As manivas-sementes foram entregues às prefeituras de Mari, Areia, Mamanguape, Santa Rita, Pilar, Rio Tinto, Lucena e Jacaraú.

O projeto do “Plano de Desenvolvimento do Arranjo Produtivo da Mandioca na Paraíba” surgiu, em 2019, após uma reunião com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Agrário do Município de Mari. Por meio dele, os produtores têm à disposição uma mandioca com maior produtividade, resistência às pragas e às doenças e que, também, possui a capacidade de sobrevivência em diferentes condições climáticas.

De acordo com o pesquisador do Departamento de Solos e Engenharia Rural da UFPB, Prof. Adailson Pereira, ao contrário do desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas, em que há manipulação genética, as matrizes passam por um programa de cruzamento de variedades de locais distintos até a obtenção de uma nova planta com maior qualidade.

“Essas matrizes são produtos de programas de melhoramento genético, o que abarca diferentes métodos ou técnicas de melhoramento”, disse o professor.

A entrega das manivas-sementes, adquiridas no estado do Pará, aconteceu no dia 17 deste mês. As mandiocas distribuídas foram: BRS Formosa, BRS Poti, BRS Mari, BRS Kiriris, BRS Dourada e BRS Novo Horizonte, que fazem parte do Projeto Reniva da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), apoiadora do projeto.

Assista à reportagem da TV UFPB neste link.