O arriar das portas do Jornal Correio decreta o fim de uma era

Jornal Impresso

O Jornal Impresso não morreu, se transformou, evoluiu, avançou! Migrou para a plataforma digital onde recebeu o nome de ‘portal de notícia’, o que permite ofertar ao leitor notícias em tempo real. Afinal, aprisionada no papel, a notícia não tinha como acompanhar a velocidade e a comodidade que o tempo e a nova era da comunicação requerem.

Metamorfose idêntica ocorre com a fotografia; o filme – película -, que precisa ser revelado, ficou para os românticos. O repórter fotográfico há muito convive com a máquina digital, equipamento capaz de acompanhar a rapidez exigida pelos novos meios de comunicação de massa.

O motivo do introito é para externar tristeza e saudade provocadas pelo fechamento de mais um jornal impresso, no Estado. A saber, o Correio da Paraíba.

O jornal Correio da Paraíba circulou, neste sábado (4), em sua última edição. E com ela, o fim de uma era. Foram 66 anos de história, relatando fatos e acontecimentos do dia a dia da sociedade paraibana, do Brasil e do mundo.

Fundado em 1953, pelo empreendedor Teotônio Neto, o periódico alcançou a glória na década de 1990, quando assumiu a liderança no segmento até essa sexta-feira, dia 3 de abril de 2022, quando do anúncio do seu fechamento.

No segmento privado, é o último a fechar as portas, depois de O Norte, com quem rivalizou por décadas. Também fecharam as portas o Diário da Borborema e Jornal da Paraíba. A União resiste, permanece em atividade mantido Governo do Estado.

Sem condições de entregar o produto exigido pela atual fase de consumo da informação, e asfixiado pela inviabilidade econômica, o jornal impresso tenta resistir, mas a luta é desigual. Doravante, o caminho não será outro senão à migração para a plataforma digital.

No digital, a notícia está na palma da mão – no celular!

por Valter Nogueira