Números do balanço geral do Estado esvaziam reunião de hoje no TJ; PB gastou apenas 24,79% da receita líquida com a folha  

Depois dos números apresentados pelo escrivão aposentado da Polícia Civil, José Espínola, torna-se absolutamente desnecessária e até irrelevante a reunião convocada pelo desembargador Leandro dos Santos para mediar às divergências entre Governos e representantes das categorias que integram o Fórum de entidades ligadas a segurança pública.

 A reunião, mesmo com o aval da Justiça, ganha foros de embromação diante do que foi apresentado pelo escrivão José Espínola em carta dirigida à imprensa, aos componentes do Fórum e as autoridades mostrando uma folga de R$ 2 bilhões de reais nas receitas do Estado.

 

Ele foi buscar no Balanço Anual do Governo elaborado pela Controladoria Geral do Estado os números e as provas da capacidade do Governo pagar o reivindicado pelos servidores estaduais caso houvesse por parte do governador a disposição de valorizar o trabalho de homens e mulheres que integram as forças públicas.

Bastava o desembargador consultar o Balanço da Controladoria Geral para descobrir que o estado tem folga de caixa: 2 bilhões

 Espínola faz uma exposição das finanças, respaldado em números contidos no balanço anual do Governo assinado pelos secretários da área econômica e pelo próprio governador mostrando que, apenas 24,79% da receita líquida foram usados com despesa de pessoal, índices que ficam muito distantes do que estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

O que se percebe nesse lengalenga entre Governo e entidades é um jogo de esconde-esconde onde a realidade financeira do Estado seria escamoteada com a cumplicidade das partes entretidas com a exposição aos refletores e microfones, emprestando veracidade ao que já se comenta nos bastidores sobre vantagens partilhadas pelas lideranças como se cansou de ouvir nos programas de rádio e TV, onde cargos comissionados e outros mimos teriam sido amplamente distribuídos para que ninguém fugisse ao roteiro pré-estabelecido nos bastidores, cujo objetivo seria prolongar à exaustão as negociações para atingir a desmobilização homeopaticamente.

Espínola matou a cobra e mostrou o pau para quem deseja ver

 A delonga teria por objetivo deixar passar o período crítico do Carnaval para se retornar ao arrastar de cadeira sem consequências porque, não só o Governo da Paraíba sabe como os demais sabem que a Legislação draconiana que rege os servidores da segurança tipifica como crime todo e qualquer tipo de paralisação e, caso recrudesçam as exigências é só aplicar os códigos para conter as manifestações mais acirradas.

 

Portanto, fica claro que Espínola matou a charada e sua argumentação não é levada em consideração porque significaria a desmoralização dos argumentos do Governo e a confirmação de que, João Azevedo falta com a verdade quando recorre à LRF para não atender aos reclamos dos policiais.

 

Os argumentos do velho e experiente escrivão são irrefutáveis porque respaldados nos números do Governo e lá no Balanço consta que o Estado só investiu 24,79% de sua receita líquida constatação que desmascara a reunião de hoje e esvazia a discussão sobre se o Estado pode ou não atender o que pede a sofrida classe dos policiais paraibanos.

Entidades, pelo visto, nunca olharam o Balanço do Estado como fez Espínola

Agora, se Espínola não estiver com a razão rasguem o documento elaborado pela Controladoria Geral e desçam a lenha nos policiais, além de mandar para casa essas lideranças de meia pataca, que se recusam ver o que Espínola viu no Balanço do Estado.

Audiência reúne Fórum de entidades de segurança e representantes do Governo do Estado para tentativa de conciliação

 

Acontece na manhã desta sexta-feira (28), às 9h, no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) uma audiência de conciliação, marcada pelo desembargador Leandro dos Santos, entre o Governo do Estado e os representantes do Fórum das Entidades das Polícias Civil, Militar e Bombeiros. A reunião acontecerá na Sala de Reunião da Presidência, 6º andar (Anexo Administrativo Desembargador Archimedes Souto Maior).

 

Em seu despacho, o desembargador Leandro dos Santos afirma que a audiência será fechada e a imprensa poderá fazer imagens antes do início dos trabalhos e após o final da reunião.  “Só terão acesso ao recinto da audiência os representantes estatutários das Entidades promovidas, acompanhados dos seus respectivos advogados, bem como a Parte Promovente, representada pela Procuradoria-Geral do Estado ou do próprio Governador da Paraíba, que foi convidado para o ato, bem como dos Secretários Titulares das pastas que possuam pertinência temática com o tema em testilha”. Além dele, participarão da reunião os diretores adjuntos do Nupemec, os juízes Antônio Carneiro de Paiva Júnior, Bruno César Azevedo Isidro e Fábio Leandro de Alencar Cunha.

 

Para Steferson Nogueira, presidente da Associação das Prerrogativas dos Delegados de Polícia da Paraíba (Adepdel), entidade pertencente ao Fórum, a audiência é necessária para que se esclareça o posicionamento das forças de segurança. “Vamos conseguir trazer a verdade à tona e mostrar que o nosso impacto é viável. São oito anos reduzindo os índices de violência. Todos os Estados do Nordeste pagam dignamente a polícia, menos a Paraíba. Precisamos resolver essa discrepância de resultados positivos e reconhecimento negativo por parte do Governo”.

 

Apoio da sociedade

 

Nesta quinta-feira (27), o Sindicato da Indústria da Construção e do Mobiliário do Estado da Paraíba (Sinduscon) anunciou, através de nota, o apoio ao Fórum das Entidades das Polícias Civil, Militar e Bombeiros. No texto, a entidade justifica o endosso pela missão do Sinduscon que é estar ao lado de causas justas.

 

“Com essa postura reforçamos o compromisso de sermos uma entidade comprometida com a participação ativa em todos os aspectos sociais, pois entendemos que a nossa missão é estarmos às causas justas e necessárias para o bem comum”, disse Helder Campos, presidente da Entidade e que assinou a nota.

 

Para Steferson, o apoio de uma entidade séria reafirma o cunho sério das reivindicações. “Somos um movimento sério e queremos o bem da sociedade e isso implica a valorização da categoria que protege a todos sem olhar a quem”, termina o delegado.