Novas regras da Reforma Previdenciária começam valer e pesam no soldo dos militares estaduais; desconto causa revolta nos quartéis

Para quem votou no presidente Jair Bolsonaro, como aconteceu com a maioria dos policiais militares na Paraíba, o contracheque do mês de março se constitui uma surpresa desagradável já que as regras da reforma previdenciária, concebida pelo Capitão, começaram valer e os descontos incidindo em quem era isento, causando um rombo num orçamento doméstico já combalido pelo descaso que os Governos Estaduais concedem aos integrantes das corporações, notadamente na Paraíba, onde uma política salarial de penduricalhos vem sedo empregada desde que o esquema do ex-governador Ricardo Coutinho assumiu o Estado.

Militares foram surpreendidos com descontos da nova Lei previdenciária

Depois que tiveram acesso aos contracheques do mês de março, o burburinho nos quartéis se faz ouvir e a revolta dos militares ecoa mundo afora, mas sem saber a quem responsabilizar pelos descontos, já que fruto de Lei Federal aprovada pelo Congresso e de inspiração bolsonarista cuja adequação ainda não foi feita e pela disposição demostrada pelo Governo socialista nem tão cedo será adaptada à realidade estadual.

Presidente do Clube acha que o Governo mais uma vez desrespeita categoria

O que antes só atingia quem ganhava mais do que o piso previdenciário de R$ 6.100,00 agora pega em cheio praças e oficiais mostrando que, se o Governo do Estado não tem zelo para aplicar a legislação que impõe a paridade e a integralidade entre ativos e inativos mostra-se rápido e zeloso para executar a nova legislação previdenciária.

Deputado afirmava que Previdência de Bolsonaro não atingiria os Estados

Vozes como a do deputado Cabo Gilberto, defensor intransigente do presidente Jair Bolsonaro, mostram-se estupefatas com a aplicação da Lei Federal já que afirmavam, ela não seria aplicada aos estados.

Já o presidente do Clube dos Oficiais, coronel Francisco de Assis, reage mais cautelosamente e vai convocar uma reunião apara avaliar a aplicação da nova legislação previdenciária e estudar medidas que não sobrecarreguem uma categoria por demais desvalorizada e cujo empenho nunca foi reconhecido pelo Governo do Estado.

O coronel enfatiza que o Governo do Estado não hesita em adotar a nova legislação, mas nunca demonstrou a mesma agilidade para fazer valer direitos e vantagens já transformados em Lei e cuja obediência o governador vem ignorando acintosamente.