Nas mãos da Justiça, o ingresso de 60 médicos para reforçar o exército que combate o Covid-19

A carência de médicos para o combate eficaz ao covid-19 é uma realidade triste no Brasil da pandemia. Falta médico nos hospitais de campanha, nas unidades de saúde, nos hospitais convencionais, e as prefeituras estão em desespero à procura desses profissionais para o eficiente atendimento aos pacientes, que terminam por se aglomerar em filas diante da escassez desses combatentes..

O Brasil reconhece o heroísmo dessa gente de branco

A realidade é tão crítica e alarmante que o Governo Federal baixou uma medida provisória, em 2020, permitindo que alunos dos cursos de saúde possam exercer a profissão ao completar75% das aulas de capacitação medida transformada em Lei e prorrogada em dezembro por decisão do STF na pessoa do ministro Ricardo Lewandowski.

O cenário da pandemia é aterrador e a medida transformada em Lei tem por objetivo amenizar essa carência de profissionais da área de saúde e reforçar o combate a pandemia, recrutando médicos, enfermeiros, terapeutas, enfim, toda mão de obra especializada e capacitada para o enfrentamento ao que já se denomina o mal do século.

Eles e elas não fogem à luta

Mas algumas faculdades da área de saúde na Paraíba não estariam acatando o que diz a Lei e criando dificuldades burocráticas para capacitar esses profissionais num ato de insensibilidade que estarrece pela mesquinhez dos propósitos, revestidos de pirraça e picuinha.

Uma ação corre na Justiça envolvendo um desses estabelecimentos de Ensino Superior que luta ostensivamente para dificultar o acesso de 60 profissionais, já não mais ao mercado de trabalho, mas ao campo de batalha pela vida.

Esses 60 médicos preenchem todos os requisitos legais e estão fazendo uma falta tremenda nesta luta quando se sabe a carência na frente de batalha e as baixas que já decorreram na Paraíba, onde um expressivo percentual de profissionais já foram contaminados, impedidos de trabalhar, e muitos já tombaram nas trincheiras desta guerra sem quartel.

A ação já está nas mãos do íntegro desembargador José Ricardo Porto cuja formação humanística e o zelo pelo interesse público deve estancar essa presunção descabida levando-se em conta principalmente o momento de gravidade e de necessidade desses profissionais, atuando na linha de frente de uma guerra que a humanidade não pode perder.