Moídos e rugidos sinalizam que João pode ter desfalques para sua reeleição; Vené e Daniela podem sair candidatos

Ainda faltando 5 meses para o início do ano eleitoral os sinais de que o andor de João Azevedo pode ser desfalcado ressoam fortemente. E aqueles fieis que se dispunham carrega-lo de volta ao Palácio da Redenção mudar de santo e de procissão.

Nas últimas horas, gente como o deputado Raniery Paulino (MDB) cujo pai foi agraciado com uma Secretaria de Estado, não descarta o lançamento da candidatura de Veneziano Vital do Rego também MDB, ao Governo do Estado.

Veneziano tem percorrido o Estado distribuindo simpatia e colhendo apoios

Um golpe na estratégia de união, em torno de João, que seus estrategistas e conselheiros pregam convictamente, mas que parece não ser compactuada por aliados como o MDB, que tem na pessoa do senador Veneziano Vital do Rego, um franco atirador sem nada a perder e tudo a ganhar.

Veneziano tem legenda, tem horário, tem fundo partidário, tem história, tem discurso, e pode sair de um primeiro turno bastante tonificado para fazer quaisquer exigências, mesmo que perca, o que faz dele um concorrente muito forte e sem nada a perder, o que é o mais importante.

Com o respaldo do pai e do irmão, Daniela pode ir longe

Enfim, nada que impeça o ex-cabeludo sair candidato e desfalcar o andor de João contrariando o projeto de reeleição tão apregoado pelos feiticeiros oficiais, esquecidos que a eleição será em dois turnos.

 

No mesmo diapasão, a senadora Daniela Ribeiro, que ontem foi lançada pela prefeita de Bayeux, Luciene de Fofinho, com um apelo muito forte de que, chegou a hora da Paraíba ter uma mulher governadora, mensagem muito significativa para uma expressiva parcela do eleitorado.

Verdade que tudo isso pode ser apenas pressão para se ganhar espaço e vantagens no âmbito do Governo ainda relutante em conceder os favores que tanto agradam a classe política.

Mas, também pode servir de alerta aos conselheiros do governador sobre as fragilidades da candidatura de João, que pode ir para a disputa sem o apoio de determinados aliados, já que cada um deles tem autonomia para traçar a rota política mais conveniente aos seus propósitos.

O secretário Roberto Paulino já saiu a campo para esvaziar a repercussão de especulações sobre uma composição entre MDB e PSDB, que estaria sendo articulada pelo ex-governador Cássio Cunha Lima. Paulino ameaçou deixar a legenda caso haja rompimento com o governador João Azevedo.

Caldo de galinha e cautela não faz mal a ninguém.