Malha comercial e empresarial no centro da capital é alvo constante de arrombamentos; produtos dos roubos estão sendo comercializados no Mercado Central

Uma das produções cinematográficas de maior repercussão produzida nos estúdios da Polícia Militar sob a direção e inspiração do festejado e premiado diretor de efeitos especiais, Euller Chaves – equivocadamente no cargo de comandante geral -, sem dúvida foi o vídeo que comemorou a inauguração do mais feérico batalhão da corporação entregue e inaugurado no dia 5 de agosto do ano passado, aniversário da capital paraibana, 434 anos, uma data que perdeu a importância diante do aparato encomendado pelo comandante apenas interessado e preocupado em realçar o brilho da sua arte, que teria por nobre missão combater e reduzir o roubo ao patrimônio.

Pelo número de arrombamentos, produção independente encalhou nas bilheterias

Foi uma festa sem precedentes, porque tinha entre outros objetivos impressionar o convidado de honra o ainda recentemente empossado como governador Joao Azevedo necessitado de muita ficção cinematográfica para ser convencido e garantir no cargo um dos mais fiéis seguidores do seu antecessor ambos já em rota de colisão.

O festejado produtor e diretor do cinema amador paraibano superou-se e produziu efeitos que deslumbrou, não apenas o crédulo João como calou as vozes que insistiam em desmascará-lo como comandante geral.

O batalhão, mais uma ficção de um comandante que se especializou em cenários móveis e descartáveis, custou aos cofres do estado algo em torno de 2 milhões de reais e garantiu Euller no cargo mesmo autoridades em Segurança Pública antecipando que o batalhão seria desmobilizado assim que os convidados deixassem o recinto por total falta de efetivo.

Os ladrões se tornaram sócios pelo número de visitas que fizeram ao estabelecimento

Passados oito meses da espalhafatosa inauguração, onde correntes de união foram seladas e urros de empolgação desferidos, o batalhão das águias mostra-se agora impotente e ineficaz como foi profetizado por autoridades do setor e o roubo ao patrimônio recrudesce nas barbas do comandante infernizando a vida de empresários, que ousaram abrir estabelecimentos em uma das avenidas mais tradicionais da centenária cidade de João Pessoa – a Camilo de Holanda – e não conseguem resguardar a inviolabilidade dos seus patrimônios, alvos constantes das ações dos marginais, indiferentes a produção cinematográfica do coronel e menos crédulos na eficiência do militar do que o governador João Azevedo.

As águias apenas desfilam para orgasmo do comandante

A rede empresarial e comercial da Avenida Camilo de Holanda no centro da cidade, formada por escritórios, consultórios, empresas hospitalares, salões de beleza e outros empreendimentos, vem sendo alvo constante e permanente de arrombamentos sem que as águias do coronel deem o ar de sua graça numa demonstração inequívoca que a Segurança Pública continua sendo um dos calos da atual gestão como foi na passada e que sobreviveu e sobrevive a golpes de mídia de um coronel que errou de profissão e desfalcou a Sétima Arte ao enveredar pela caserna.

As águias do coronel não conseguem decolar e ladrões agradecem

A situação se agrava diante da determinação de manter os estabelecimentos fechados e os ladrões estão aproveitando a quarentena do coronavírus para abrir e invadir o que não é deles, e que devia permanecer fechado em virtude da situação de calamidade.

Segundo denunciantes e vitimas dos arrombamentos muitas peças surrupiadas estão sendo comercializadas no Mercado Central como pôde constatar um dos sócios da HOSPTEC, Carlos Araújo, do ramo de produtos hospitalares, que encontrou parte das peças roubadas de sua empresa no mercado, o que se confirma uma ousadia descarada dos marginais, vendendo o que roubam praticamente na porta das vítimas.

Nesses tempos de coronavírus, comerciantes, empresários, prestadores de serviços, profissionais liberais com escritórios e outras atividades na Camilo de Holanda voltaram à velha estratégia de pedir aos vizinhos para olhar seus imóveis, porque as águias do coronal não conseguem decolar, apesar de todo aparato e do milionário investimento em motos e viaturas – 2 milhões.