Lideranças menosprezam a pandemia, querem bares e restaurantes abertos, e muitos esquecem o uso da máscara

É de intenso tiroteio o cenário político paraibano, apesar da gravidade da pandemia. A guerra ostensiva travada através das assessorias, lembra discretamente o romance de Alessandro Manzoni, Os Noivos, ambientado no cenário da Peste Negra que dizimou dois terços da população europeia, quando questões meramente pessoais e de grupos se sobressaíam às coletivas, reafirmando a visão aristocrática dos políticos, que ainda prevalece nos dias de hoje haja vista as escaramuças travadas pelas lideranças paraibanas.

Romero defende bares e restaurantes abertos

Em meio a uma pandemia, que já se constitui a mais grave ameaça à humanidade na era moderna, a classe política encontra tempo e disposição para enfretamentos, onde tudo é relevado a segundo plano e apenas os projetos de hegemonia política predominam, com verdadeiras batalhas travadas nos bastidores, onde canela e pescoço se confundem ao sabor das conveniências.

Os números crescentes da pandemia, apontando para uma segunda onda devastadora, não parece preocupar lideranças como o ainda prefeito Romero Rodrigues nem muito menos os senadores Veneziano Vital e Daniela Ribeiro, envolvidos num conflito pessoal, visando ocupar trincheiras que possibilitem atacar e se defender na luta pelo Palácio da Redenção.

Veneziano despreza o uso da máscara

As mortes, em ascensão acelerada, conforme os boletins médicos, não refreiam o ímpeto dos postulantes ao Governo do Estado e o tiroteio se intensifica e o território de combate ultrapassa as fronteiras da politica, ingressando no mundo formal do judiciário, onde outra batalha se prolonga através de sentenças judiciais transformadas em munição para abater o inimigo, ou suposto inimigo.

Nada mais oportuno para enfatizar a mesquinhez que norteia essas figuras do mundo político paraibano do que a pandemia. Nesse cenário é possível avaliar o comprometimento de certos homens e mulheres com as causas públicas e medir o tamanho do seu desprendimento em relação ao Poder.

João reforça os mecanismos de combate à pandemia

Muitos como Romero, Veneziano e Daniela – embriagados pela voracidade da hegemonia politica – estão expondo uma indiferença diante do quadro aterrador que os crescentes índices da pandemia revelam ao permanecerem entrincheirados nos seus propósitos de dominação, subestimando a realidade assustadora que o coronavírus vem impondo aos paraibanos de todos os quadrantes.

Contra essa torrente de egoísmo politico se contrapõe a serenidade pacífica do governador João Azevedo ao se manter neutro e distante dessas escaramuças, comprometido apenas com o bem-estar da população, enfrentando com equilíbrio a avidez dos destemperados e açodados.