Justiça pode livrar o Conde do desastre que representa Márcia Lucena para os interesses do município; empresários consideram a prefeita uma ameaça à atividade privada

Se a situação da incrivelmente ainda prefeita, Márcia Lucena, aboletada no exercício de um mandato reconhecidamente conquistado com o emprego do dinheiro público, roubado da Saúde e da Educação, como constata as investigações procedidas pelo Gaeco, agora tornou-se insustentável depois de nova investida das autoridades que combatem a corrupção no Estado e que pedem sua saída do cargo e seu retorno à prisão, através de robusta documentação encaminhada ao desembargador Ricardo Vital, relator da Operação Calvário, que desnudou a máquina de assalto construída pelo ex-governador Ricardo Coutinho no período em que pontificou no cenário político como ardoroso defensor da moralidade, onde e quando apontava seu dedo acusador para os adversários.

Na peça encaminhada ao desembargado/relator da Operação Calvário mais documentos foram acrescidos, onde a participação de Márcia Lucena, como peça chave na engrenagem criminosa, fica mais do que comprovada.

Para a inciativa privada Márcia representa uma ameaça e um obstáculo ao desenvolvimento

No arrazoado ficam sublinhadas as manobras para reproduzir no Conde o que foi instalado na máquina estatal nos seus mínimos detalhes, inclusive com a reprodução de diálogos entre a prefeita e o executor e mentor da organização criminosa, Daniel Gomes, hoje colaborando com a Justiça e revelando os intricados caminhos por onde sumia o dinheiro público.

Márcia estava pronta para reproduzir no Conde o esquema que desviou milhões da Saúde e da Educação e sua eleição, à base de recursos provenientes desse assalto, seria uma expansão da organização criminosa, o que pode ser constatado pela inércia de sua administração focada simplesmente em ampliar e fundamentar a organização tenebrosa que seu cúmplice e mentor político engendrou.

MP pede o retorno dos dois às grades

Tão descompromissada a gestão de Márcia com os interesses do município e de sua população que, na ótica das forças produtivas – que englobam setores da economia local como comércio, construção civil e as múltiplas atividades do Turismo, maior vocação do Conde – sua gestão representa um desastre sem precedentes.

Na opinião de empresários das mais importantes atividades econômicas, Márcia constituiu-se no maior e único impedimento para o desenvolvimento do Conde, trabalhando acintosamente para afundar a economia privada movida por propósitos que só as investigações em curso podem revelar e explicar de tão absurdas que se apresentam ao senso comum.

Mesmo de tornozeleiras, Márcia agride e ofende os Poderes constituídos

Para se ter uma ideia da devastação produzida por Márcia nesses quase quatro anos de gestão muitos dos investimentos no setor imobiliário transferiram-se para outros estados desanimados pelo descaso na liberação de alvarás, cujo prazo atingia mais de 180 dias num exercício de sadismo com a paciência dos investidores, que resultou na fuga desse capital.

Márcia conseguiu transformar em deserto o que era um paraíso dos mais atrativos para o turismo ao se analisar a quantidade de pousadas postas à venda nesse período, mais de 20, atingidas pelo descaso da prefeita e da escancarada perseguição aos empresários do setor, penalizados pela visão mesquinha e atrofiada de assessores, vindos de fora, cujo desempenho teria explicitamente o objetivo de dificultar a atividade turística local com restrições e proibições, as mais absurdas, que visariam apenas esvaziar as paradisíacas praias do litoral, consideradas as mais belas, entre as mais belas do Brasil.

Todo esse entulho poderia ser removido agora com uma canetada do desembargado relator da Operação Calvário, o ínclito Ricardo Vital, livrando o Conde desse desastre diabolicamente urdido para se consagrar nas urnas, e poder instalar no município, e outras regiões do litoral, a sua influência maléfica e deletéria, reproduzindo os passos de outras organizações criminosas como a Máfia Siciliana.

O Nego de Fux

Ricardo sofreu mais outra derrota nos tribunais e o ministro Luiz Fux, do STF, indeferiu o pedido da defesa do ex-governador para retirada das tornozeleiras eletrônicas, que seguem e restringem os passos do Poderoso Chefão.

Por toda periculosidade que representa essa organização criminosa aos interesses do povo paraibano é de se estranhar que permaneçam soltos, agredindo as instituições como se fossem injustiçados, ao exemplo do que fez a prefeita Márcia Lucena ao representar contra a Promotora do município junto ao TJ/PB.

Como também desferindo ataques ao Poder Legislativo da Cidade insultando o presidente da Casa, vereador Manga Rosa, que contrariou seus interesses, nebulosos, por mais liberação de recursos para gastar sem dar a mínima satisfação dos seus atos, ao povo, representado pelo Parlamento municipal.

É hora de se dar um basta a esse bando, remetendo todos para seus respectivos lugares – a cadeia.

Abaixo transcrição de parte da documentação encaminhada pelo Gaeco ao desembargador Ricardo Vital: