João pôs fim as OS, anunciou medidas de renovação da gestão pública e diz que celebrou pacto com o trabalho sem receio a ódios e rancores

Firmeza e transparência foram a tônica da entrevista concedida pelo governador João Azevedo na manhã desta segunda-feira quando não deixou sem resposta nenhuma das perguntas feitas pelos jornalistas que compareceram ao Palácio da Redenção, alguns teleguiados por interesses de adversários políticos do governador como fica visível no teor das indagações e diante da insistência sobre uma acalentada renúncia.

Um João sereno e sem titubear respondeu a todas as perguntas

Muito mais do que negar a pretendida renúncia, plantada em solo adubado pela cobiça e pelo oportunismo, João aproveitou o momento para anunciar o fim das Organizações Sociais no Estado e anunciar a criação e implantação de um órgão gerenciador das unidades de saúde: a PB/Saúde, o que transfere para a responsabilidade do Governo os hospitais paraibanos.

Com essa iniciativa, que teve início na manhã desta segunda-feira, o setor da Saúde no estado volta ser responsabilidade do estado estancando uma sangria onde o dinheiro público jorrava aos borbotões pelos canais construídos pela corrupção, e que irrigavam os bolsos de muita gente na gestão passada.

Governador anunciou o fim das OS na Paraíba

Para o governador a partir de hoje tem início um novo governo no estado comprometido com a lisura e a transparência no trato com o dinheiro público destinado à saúde dos paraibanos.

Ele aproveitou para enumerar uma série de medidas já tomadas para retomar o controle das unidades hospitalares, ressaltando o pacto firmado com todos os Ministérios Públicos para acompanha a gestão da Saúde na Paraíba medida inédita no país.

E apresentou um cronograma onde os contratos estão se encerrando ou para se encerrar, o que teve início em junho passado com o encerramento do contrato com a Cruz Vermelha.

Hospitais serão geridos pelo Governo a partir de agora

Todos os hospitais paraibanos serão geridos pelo Estado através da PB/Saúde e as medidas iniciais, tomadas ainda este ano, já renderam uma economia de aproximadamente R$ 2.5 milhões aos cofres públicos.

Com direito a pergunta livre, os jornalistas não demonstraram muito interesse nas medidas administrativas, anunciadas pelo governador, focando nas questões políticas, sugeridas pela Operação Calvário, mas esbarraram em um João, sereno e confiante, respondendo às indagações sem titubear e sem tergiversar.

João não deixou pergunta sem resposta na coletiva desta segunda

E foi imbuído desse tom de confiança e serenidade que o governador rechaçou as investidas sobre renúncia, uma versão que vinha sendo plantada com ranço de insídia por setores da imprensa que representam ou defendem a ala oposicionista, embuçada por detrás dessas canetas de aluguel.

Para tristeza de alguns e decepções de muitos, o governador mostrou-se firme, convicto de permanecer no cargo por não recear nenhuma investida da Justiça ao seu mandato, disposto continuar na cadeira que lhe foi concedida pelas urnas, fiel ao trabalho e ao projeto de engrandecer a Paraíba, pois foi esse o pacto que celebrou, sem medo de ódios e rancores.

O lado escuro da lua

Enquanto, o governador João Azevedo reúne a imprensa para esclarecer os acontecimentos recentes que estarreceram os paraibanos, e mostrar quais os nortes que pretende traçar para o estado em uma coletiva muito mais para uma prestação de contas do que para qualquer outra finalidade o lado mais escuro da política paraibana tenta se justificar numa live que terminou por registrar uma patética e desastrada tentativa de continuar na pretensão de ludibriar a opinião pública.

Um Ricardo abalado não resistiu aos ataques dos internautas

Esse espetáculo grotesco de uma figura em agonia política foi registrado pela argúcia e perspicácia do jornalista Heleno Lima que, de Campina Grande analisou a desastrada tentativa de Ricardo de refutar as provas irrefutáveis que as investigações levantaram contra ele.

Confira abaixo a matéria publicada no Blog do Heleno Lima:

Após ataques de internautas RC apaga live

Visivelmente abatido e com um discurso ‘pé quebrado’, onde tenta se vitimizar o tempo todo, apesar do farto material comprometedor extraído de vários anos de gravações, o ex-governador, Ricardo Coutinho (2011 – 2018), depois de algumas horas na penitenciária média de Mangabeira, vendo o ‘sol nascer quadrado’, fez uma live no Facebook e Instagram, na noite deste domingo (22).

Na oportunidade, o ‘Mago’ se defendeu das acusações de comandar uma organização criminosa, conforme sugere as investigações da Operação Calvário, que culminou com a 7a fase (Juízo Final), que o levou à prisão na noite da última quinta-feira (19).

Sem poder conter nem esconder o repúdio dos internautas, Ricardo removeu a página

Ele está solto desde a noite de sábado (21) por força de um pedido de Habeas Corpus concebido pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Napoleão Nunes Maia Filho.

Na live, que durou cerca de 35 minutos, o socialista negou veementemente todas as acusações e disse que estava sendo perseguido politicamente.

No entanto, os internautas não acreditaram na versão do governador e o atacaram veementemente com comentários depreciativos, a maioria o chamando de “corrupto” e “ladrão”.

Uma enxurrada de impropérios foi a resposta dos internautas às explicações de Ricardo

O massacre foi tão forte que logo em seguida, a live de Ricardo foi apagada dos seus perfis, tanto no Facebook quanto no Instagram.

Da redação