João parece capturado por Organização Criminosa; denúncia do Gaeco torna insustentável a permanência do Alto Comando da PM

Nada mais desconfortável para o governador João Azevedo do que o tema Segurança Pública. Não é nem pelas reivindicações salariais comum a todos os governos, mas pelo envolvimento de setores da pasta com a criminalidade promovida por Ricardo Coutinho e que se estendeu para a atual gestão complacente e conivente com a permanência escandalosa de figuras proeminentes da ocrim chefiada pelo ex-governador.

João não consegue escapar ao cerco feito por Ricardo

É visível o desconforto do governador quando indagado sobre os acontecimentos revelados pelo Gaeco, apontando e confirmando a existência de uma rede de espionagem, agindo ostensivamente dentro do estado e dentro do governo, vasculhando a privacidade de autoridades e de cidadãos comuns.

Papéis apreendidos no escritório do irmão do ex-governador Ricardo Coutinho (Coriolano Coutinho) abrem as cortinas para o mundo sombrio da espionagem e revelam a participação de agentes públicos no serviço secreto de violar a privacidade alheia no melhor estilo das forças repressoras de estados totalitários.

Justiça reconhece existência de organização criminosa no estado e no interior do Governo de João

O acanhamento de João diante do tema ganha cheiro de pavor explicito ao não tomar as providencias rigorosas, que um governante zeloso de suas responsabilidades com a democracia já teria tomado em vez de ficar recitando o velho mantra de Ricardo Coutinho de que a segurança paraibana seria referência no país.

João não consegue explicar como isso seria possível já que comandada por um reputado delinquente cujas bases do poder foi montada sobre a escuta clandestina, a intimidação e chantagem a sociedade constituída e aos seus poderes, inclusive a ele, governador, escancaradamente submetido a essa organização que ainda respira e domina o estado, tergiversando sobre o assunto quando abordado.

Eles encontram abrigo no interior do Governo

No anúncio do anuário da violência, João parecia um refém entre as forças policiais agora nominadas e que, mais rápido do que se possa imaginar desmascaradas e os chefões delatados pelos agentes de campo assim que forem submetidos a interrogatório.

Qualquer Governo que tivesse um mínimo de autonomia teria divulgado uma nota sobre a gravíssima denúncia do Ministério Público constatando a rede de espionagem em atividade no estado agindo de forma acintosa e despudorada, empregando agentes públicos ligados às forças policiais, com confirmadas e irrefutáveis relações com o alto comando da Polícia Militar.

Eles permanecem juntos e em ação

Mas João recolheu-se ao silêncio e age como se nada tivesse a ver com os fatos, deixando a vontade os suspeitos para se movimentarem na corrida insana de apagar rastros e vestígios que os comprometam e os denunciem.

Não se pode conceber que algo tão poderoso e tão sinistro – que impõe medo a tanta gente, inclusive a maior autoridade do estado visivelmente constrangido e entregue a esses criminosos, seja comandado por figuras tão pequenas como cabos e sargentos, agindo com tamanha desfaçatez sem o conhecimento dos superiores.

João parece ter medo de cara feia

Identificadas nos relatórios dos investigadores – e agora confirmadas pelo Gaeco – toda cúpula do aparelho policia principalmente aqueles remanescentes do Governo definido pela Justiça como organização criminosa, já deviam ter sido afastados, em nome do decoro publico, caso o governado tivesse a coragem de outros joãos, que tanto orgulharam a Paraíba pelo destemor.

Pela complacência não há mais do que duvidar que o governador estar submetido e chantageado por essas forças policiais, composta de militares e agentes civis, formando milícias identificadas pelo Gaeco, cujos rastros já foram detectados em episódios anteriores, e que se recolhem e se abrigam invariavelmente nos gabinetes de reputados canastrões.

Para quem já invadiu a privacidade de procuradores do Gaeco não faltaria ousadia para submeter um governador visto pelo esquema criminoso a quem eles servem como traidor e que deve sofrer todo tipo de retaliação inclusive a chantagem, a sabotagem e outras ameaças, o que fica mais do que evidente no comportamento acovardado de João Azevedo tolhido na sua autoridade fazendo referências genéricas a uma instituição que em nada se identifica com esses rebotalhos da espionagem clandestina.

Pelo visto, é hora do STJ agir porque sobejamente comprovado que a maior autoridade do estado está nas mãos e submetida a criminosos.