João ignora influência de RC na SSP e quartéis viram caldeirões prestes a explodir com oficiais chutando a disciplina e chamando o coronel Euler de “bundão”

Um caldeirão prestes a explodir de indignação e repúdio transformaram-se os quartéis e a extensão dos quarteis onde se abrigam os militares da reserva a ecoarem a revolta instalada como consequência de atos de um comandante que baixou ao descrédito no conceito dos subordinados ao ponto de ser chamada de “bundão” e “borra” da corporação e da família nas redes sociais por outro coronel que o desafiou publicamente depois dos insultos.

Associado ao poderoso chefão da quadrilha desbaratada pela 7º fase da Operação calvário denominada de Juízo Final, o ex-governador Ricardo Coutinho, tido e havido como o líder da organização criminosa continua exercendo poder no atual governo, através do coronel Euler haja vista os fatos recentes, quando deixou de reverter uma punição a um sargento que taxou Ricardo Coutinho de ladrão e bandido, acusação que os fatos atuais confirmam ser o retrato da verdade.

Ricardo agraciado com a mais alta comenda da PM

Os fatos arrolados pelas investigações sobre forças policiais a disposição do esquema criminoso apontam para o comandante já que no relatório encaminhado ao STJ, os investigadores detectaram uma rede de infiltração nos demais poderes que envolveria essas forças policiais a disposição do esquema criminoso liderado por Ricardo Coutinho e sob o comando do irmão, Coriolano Coutinho, o braço que acionaria essas forças ainda não designadas, e que terminam por comprometer a Polícia Militar e sua extensão, a Casa Militar, essa já devidamente delatada na pessoa do ex-chefe, coronel Fernando Chaves, primo e parceiro de todas as horas do comandante geral.

Ricardo firme e forte dando as cartas no terreiro

Ao não denominar essas forças policiais, tão sombrias e nebulosas, o relatório Juízo Final, da 7º fase da Operação Calvário, joga um manto de suspeita sobre o que já é convicção nos quartéis e na opinião pública, agora se manifestando com veemência nas redes sociais, apontando para mais alguém, além do coronel Fernando Chaves, como integrante do esquema criminoso.

Autoridades de todos os poderes também são contempladas com a medalha Elísio Sobreira

Essas evidências são reforçadas pelo registro da presença, quase que constante do Coriolano nas dependências do comando geral, o que termina por comprometer, não apenas o comandante geral como também o governador, relutando diante de tão grave situação ao ponto de manter no comando um homem que vem dando sobejas demonstrações de comprometimento com o ex-governador chefe de uma organização criminosa que dilapidou o erário.

Mesmo repudiado e achincalhado nas redes sociais por integrantes graduados da corporação, que o desafia tomar atitude semelhante a que tomou contra o sargento Sóstenis; Euller mantém o silêncio dos covardes, um dos termos sacados contra ele pelo desaforado coronel, e das sombras ( ambiente onde transita bem) vem mantendo a influência sobre João Azevedo, mudando comandos de unidades, punindo, promovendo e designando para cargos, numa demonstração de força que reafirma e comprova que Ricardo ainda mantém o controle de certas ilhas, preservadas na gestão do apático João Azevedo.

As medalhas de Euller servem para afagar os Poderes

Na pessoa de Euller, Ricardo detém o controle da Segurança Pública, onde tem a maioria dos cargos de relevância como o comando da Polícia Militar, o executivo da Segurança Pública ( Cel Lamarck), o titular da Administração Penitenciária ( Cel Sérgio Fonseca), e outros cargos estratégicos, onde colocou coronéis da reserva para preservar e manter sua influência.

Uma das nomeações mais reveladoras dessa ingerência na atual gestão seria a nomeação do coronel Bezerra retirado da ociosidade para a Corregedoria da Secretaria de Segurança, designado responsável para presidir o inquérito do espião surpreendido no gabinete do secretário numa antecipação de que apuração vai dar em nada.

O Nazismo fazia farta distribuição de medalhas para afagar vaidades

A figura de Euller se projeta na organização comandada por Ricardo em várias situações a partir da designação de militares para servir em outros poderes, um exército de mais de 300 homens e mulheres, espalhados em cargos estratégicos, trabalhando de motoristas e estafetas a ajudantes de ordem, construindo uma ponte onde os favores trafegam com muita desenvoltura e sedimentam relações as mais diversas, inclusive também as mais incestuosas, sombrias e nebulosas, como se pode apreender da conclusão do relatório da Operação Calvário apontando para a promiscuidade nos poderes constituídos do estado, onde o nepotismo cruzado salta aos olhos de quem quer ver e não tem medo de ver.

Através de Euller, Ricardo continua promovendo mudanças nos quartéis

E nada como medalhas para estreitar esses laços de amizades e cortesias que servem ainda para comprometer o mundo oficial contemplado com elas, em solenidades que seguiriam à risca aquela orientação nazista, que recomendava instituir comendas como meio e instrumento para estimular vaidades e assim manipular as relações institucionais, onde os crápulas encontram ambiente para se misturar e se confundir com os homens de bem como se pode ver na farra de medalhas concedidas nesses nove anos de comando do coronel Euller e que também contemplou o chefe da organização criminosa e boa parte da quadrilha já recolhida aos presídios, uma ironia das mais refinadas.

Nomeação do coronel Bezerra para presidir inquérito do espião, uma pizza com sabor de Euller

O fato irrefutável é que Ricardo continua mandando no sistema de Segurança e a presença do espião nos arredores do gabinete do secretário Jean Francisco confirmaria que, por ser indicação pessoal do governador João Azevedo, não inspiraria confiança a organização criminosa e por isso teria que ser monitorado.

Mais evidência do que essa só não enxerga aquele cego que não quer ver e assim fica difícil.