João descarta apoio a Bolsonaro e diz que seu Governo aplaude qualquer ação que combata a pandemia

O governador João Azevedo cada vez mais mudando a pele, perdendo a que o caracterizava como um técnico competente e assumindo uma nova pelagem, que realça as suas tão discutidas, e as vezes negadas, aptidões políticas.

De forma oportuna, João (foto) vem exibindo a sua pelagem de raposa astuta que sabe driblar as armadilhas para entrar no galinheiro sem que o cão de guarda perceba e possa impedir.

Estaria assim se relacionando e evitando o confronto com a truculência proverbial do capitão, que já o chamou de “Paraíba” numa conotação pejorativa e preconceituosa.

Foram muitas as investidas raivosas do presidente, cuja reiteradas mudanças no seu quadro de auxiliares, revelam a instabilidade que comanda sua gestão, onde nem mesmos os representantes das forças armadas se mostraram dispostos embarcar na aventura do golpe de misericórdia na Democracia.

Aventura tão almejado e estimulado pelos setores mais radicais da sociedade brasileira, saudosa e carente dos privilégios que qualquer ditadura pode oferecer ao exigir todo dia o fechamento de instituições indispensáveis ao Estado de Direito Democrático, ajoelhando-se em frente aos quartéis, em atitude tão ridícula e inconsequente que o próprio presidente renegou.

Essa raça de babaquaras vibrou e repercutiu ao delírio as declarações honestas e sensatas de agradecimento as relações institucionais proferidas pelo secretário Geraldo Medeiros, emprestando uma conotação de gratidão ao que se restringia a um elogio formal.

Medeiros reconheceu e agradeceu a performance do Ministro da Saúde, um paraibano como João Azevedo convocado para dar capacidade ao destrambelhado Governo do capetão.

Para repor os fatos nos seus devidos lugares, o governador ontem jogou água no chope da galera bolsonarista e disse que as declarações de Medeiros não seriam de apoio e aprovação ao Governo miliciano, mas de agradecimento a uma relação institucional que se sobrepõe a qualquer engajamento político.

Leia abaixo a declaração do Governador:

Relação com MS não é sinal de “deferência” a Bolsonaro, diz João Azevêdo

Governador declarou que relacionamento com o Ministério da Saúde é institucional e necessária para o fornecimento de insumos e vacinas contra Covid-19

O governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania) negou, nesta terça-feira (20), que a proximidade com o Ministério da Saúde teria qualquer relação com aprovação ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

João explicou que o bom relacionamento com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga não é um sinal de “deferência” a Bolsonaro.

O governador declarou que a relação com o Ministério da Saúde é institucional e é necessária para o fornecimento de insumos e vacinas contra Covid-19.

“Mantemos sim uma relação institucional com o Ministério da Saúde buscando o fornecimento de insumos e de vacinas porque é uma obrigação constitucional. As pessoas misturam isso e falam como se fosse uma deferência ao fato do Governo Federal encaminhar vacinas”, afirmou.

Para João, o posicionamento de Bolsonaro em relação à pandemia é “completamente diferente” da opinião do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

“É público e notório que o Brasil sofre um problema muito sério pela falta, exatamente, de uma coordenação nacional de enfrentamento à pandemia. O posicionamento do presidente é completamente diferente do posicionamento do ministro da Saúde. Então quando você analisa o Ministério da Saúde, é uma coisa. A atitude do governo federal, como um todo, é outra”, esclareceu.

Ponto final nas especulações.