Ineficiência do policiamento ostensivo e a morosidade da caneta de João alimentam a violência na PB

Ontem, quarta-feira (9), João Pessoa foi despertada por uma atrocidade inominável ao ver a execução sumária de uma das mais conhecidas lideranças políticas do Estado – o ex-prefeito de Bayeux, Expedito Pereira, morto como um cão raivoso, em plena luz do dia, numa das ruas mais movimentadas de um dos bairros nobres da capital paraibana, num exercício de selvageria e crueldade que guarda um recado mudo e sinistro para as autoridades da Segurança Pública sobre a impotência do aparelho policial para reagir e conter a onda de violência que vem crescendo na mesma intensidade do recrudescimento da pandemia.

Nas barbas do batalhão motorizado

Hoje, quinta-feira (10), a cidade acorda novamente apavorada com a explosão de um dos supermercados mais tradicionais e frequentados pela população mais requintada e de maior poder aquisitivo do Estado depois que bandidos acionaram os explosivos que fizeram voar os cofres do estabelecimento.

A explosão foi ouvida em lugares distantes de João Pessoa tal a sua intensidade e seu poder destruidor noutro recado tão sinistro quanto as balas que mataram Expedito Pereira reafirmando para o governador a urgente necessidade de mudanças no sistema de segurança onde uma das bandas não funciona faz tempo, apesar do alarido e do senso de oportunismo que guia uma velha e decrépita mentalidade voltada exclusivamente para atender interesses pessoais e de grupos.

Falta agilidade à caneta de João

A ousadia com que assassinos e salteadores do patrimônio público agem na cidade e no estado seria o atestado de incompetência que passam para os responsáveis pelo policiamento ostensivo e preventivo absolutamente defasado e perdido sem qualquer orientação que o faça reagir as investidas violentas da criminalidade, essa agindo sem freio e sem receio de qualquer reação de uma policia totalmente desmotivada, aparecendo na cena do crime apenas para resguardar o local até  chegada da perícia.

Grupos de extermínio promovem banho de sangue nas ruas da capital

A explosão do supermercado na principal via da capital a poucos metros de um batalhão esfuziantemente inaugurado para conter e combater os crimes contra o patrimônio tem cheiro de deboche de provocação e de humilhação a um governador que não tem agilidade para exonerar a incompetência de sua equipe, comprometendo todo o sistema por conta de uma laranja que há muito apodreceu no balaio.

Falta de confiança em auxiliares dificulta a vida de Jean Nunes

Além do Batalhão Especializado, que abriga os Águias da PM, ficam também a poucos metros, dentro do perímetro de ação dos bandidos, a residência do Governador, a residência do comandante Geral da Corporação e do Subcomandante Geral, afora a Companhia de Polícia de Turismo, numa demonstração de desprezo pelo aparato oficial que estarrece.

Caminhamos para a derrocada no sistema de segurança pública que, além de ineficiente na sua missão de patrulhar contenta-se em comemorar o trabalho alheio, divulgando operações onde apenas compareceu para recolher os destroços como aconteceu na alardeada apreensão do avião abarrotado de drogas, em Catolé do Rocha, onde a gentileza da Policia Federal propiciou a paternidade de um trabalho que todos sabem, não ter sido realizado pela Polícia Militar, cujo papel seria impedir explosões e assassinatos em via pública, o que não consegue realizar aproveitando-se solertemente do suor alheio para manter a incompetência senil no cargo.

De concreto, a volta dos cangaceiros da modernidade, explodindo estabelecimentos comerciais nas barbas dos batalhões especializados, e o retorno sangrento dos grupos de extermínio.

Acorda, João! Pega a caneta e exonera, homem!