Governo recebe líderes dos inativos para debater o impasse da BD

A questão da Bolsa Desempenho dos inativos continua sendo um obstáculo entre o Governo e as entidades representativas da categoria.

Coronel vai expor as contradições do decreto

Depois da decisão final da Justiça que mandou implantar o benefício regulamentado por decreto, novos impedimentos vieram acirrar os ânimos e o que parecia definido voltou à estaca zero como resultado de uma interpretação considerada equivocada da PGE.

A suspensão gerou protestos que foram parar nos portões da Granja Santana e pelo visto a elaboração do decreto seria o nó górdio da questão que pode ser desatado numa reunião entre o Chefe da Casa Civil, Ronaldo Guerra, e o presidente do Clube dos Oficiais, coronel Francisco, provavelmente no dia de hoje.

Na visão dos líderes da categoria teria gente apostando no quanto pior melhor e querendo transformar em palanque eleitoral uma questão já decidida pela Justiça em última instância.

Esses açuladores estariam em ambos os lados trabalhando para transformar a Bolsa Desempenho num problema sem fim para o Governo e com o consequente desgaste que também pode ser visto como afronta a Justiça à medida que a solução seja protelada por firulas judiciais.

E a razão maior para essa protelação, a elaboração de um decreto “sem pé nem cabeça redigido às pressas na calada da noite” que nada define a não ser a preservação de um domínio pleno da tropa, que estaria sendo submetida pelo bolso e pela necessidade aos interesses mais obscuros.

A reunião entre líderes e o Chefe da Casa Civil teria por propósito maior expor essas peculiaridades de um decreto que nada define, só confunde e esconderia interesses subalternos.

Pelo o que o portal apurou e ouviu junto a tropa o decreto teria a intenção real de perpetuar um poder que se estende há 10 anos e que resiste a substituição recorrendo a expedientes aparentemente legais como teria sido o caso da MP da bengala da qual o governado foi alertado em tempo.

As lideranças apostam muito na conversa com o secretário da Casa Civil para resolver o impasse criado por interpretações vistas como cavilosas.