Festival Barril de Cultura tem programação neste sábado na Casa da Pólvora

A Prefeitura de João Pessoa, através da sua Fundação Cultural (Funjope), realiza neste sábado (6) mais uma série de apresentações dentro do Festival Barril de Cultura. O evento acontece no Centro Cultural Parque Casa da Pólvora, no Centro Histórico, a partir das 16h, e conta com uma programação diversificada, incluindo dança, literatura e artes visuais. O encerramento do festival ocorre no dia 26 deste mês.

O evento surgiu com a proposta de contemplar os 28 artistas selecionados em um edital da gestão passada, mas que haviam sido esquecidos, conforme explicou o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves. O gestor afirmou que, em respeito aos artistas, a Prefeitura de João Pessoa assumiu o compromisso de realizar o festival. “Tivemos apresentações muito criativas e inventivas das mais diversas artes e linguagens. Isso, de algum modo, mostra o potencial que a Casa da Pólvora tem para abrigar e abraçar o que há de melhor da nossa arte contemporânea”, comentou.

No olhar de Ana Maia, coordenadora do Centro Cultural Parque Casa da Pólvora, os festivais servem para a descoberta e o resgate de grandes talentos. Além disso, eles proporcionam oportunidades, como acontece no Barril de Cultura. “O Festival foi o grande pontapé para retorno dos movimentos culturais em João Pessoa, principalmente nesse processo pós-pandemia, desenvolvendo novos formatos de se fazer cultura, de acordo com os cuidados com o próximo, pensando na saúde coletiva. Neste dia 6 teremos mais seis grandes performances dos nossos artistas”, pontuou.

Programação – Na literatura, Sander Lee vai interpretar três poetas: Zé da Luz, Severino Dias e ele próprio. O artista vai falar sobre o universo da poesia que a feira livre traz, em particular a feira de Itabaiana, no Agreste do Estado. Ele vai mostrar como se dá a tradição do cordel.

O Grupo Poética Evocare busca incentivar o gosto pela leitura por meio de um trabalho interdisciplinar, através de habilidades artísticas dos participantes. Já Paullynho Piancó apresenta um conjunto de obras performáticas intitulada como ‘E tu vai ficar pra semente, é?’, um ditado muito usado para aqueles que têm medo de morrer. Ele vai dramatizar um paciente esquizofrênico dentro de um manicômio.

Na dança, Ângela Gaeta apresenta a deo-performance ‘Lgbadu: O conto dançado da criação do mundo’, uma experimentação do corpo e da corporeidade a partir da reconexão histórica e ancestral, do contato com a natureza e com as simbologias iorubas. O Coletivo A Juruva revela o encontro entre duas mulheres para ritos de cura para si mesmas e para os espaços que adentram. Depois, levam o público para diferentes tempos e espaços.

Com a proposta de um sarau fotográfico, Andryelle Araújo vai expor a obra Entrelinhas, que retrata tudo que envolve o sentimento do amor que está nas entrelinhas das etiquetas, dos rótulos e da violência. A fotógrafa busca, através da sua arte, provocar e reconhecer a fragilidade humana por meio do amor que não é pleno e a busca pela cura.

“Eu esperei ansiosamente quase dois anos para isso. Estou na fotografia desde 2014 e eu entrei justamente para dar a voz. Era uma válvula de escape do que tinha acontecido comigo. Então, eu recomecei, resisti, venci e esse evento é a comemoração da minha vitória, de tentar expressar um pouco desse mundo que está dentro de mim’, ressaltou Andryelle Araújo.

Feira do Empreendedorismo – A Casa da Pólvora também tem programação neste domingo (7). A Funjope e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedest) realizam, em parceria com a Marcha da Negritude Unificada da Paraíba, a 1ª Feira do Empreendedorismo Pretas e Pretos.

A programação conta com uma feira de artesanato, às 15h, com negócios diretos de produtores culturais e também atividades de formação, a partir da capacitação dos empreendedores para seus negócios. Às 16h haverá uma roda de samba com o grupo Unidos do Samba. As atividades fazem parte da programação da Funjope em homenagem ao mês da Consciência Negra.

Foto: Funjope/Assessoria