Escrivão aposentado prova com documentos que o Estado dispõe de R$ 2 bilhões para gastos com a folha dos servidores

O Governo do Estado e as entidades representativas das Policias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros estarão reunidos mais uma vez amanhã no Tribunal de Justiça por convocação do desembargador Leandro dos Santos, mediador do impasse que as divergências entre as partes provocaram.

Mais uma vez manifestantes estarão reunidos com o governo

A reunião será mais uma das muitas que ocorreram nesse espaço de quase um ano quando as diversas propostas apresentadas pelas entidades foram rejeitadas pelo Governo com a justificativa de que, as mesmas ultrapassariam a Lei de Responsabilidade Fiscal como afirmou o governado em entrevistas a Imprensa paraibana.

Um argumento que deve ir por terra na reunião de amanhã caso seja levada em consideração a réplica do escrivão de policia aposentado, José Espínola, um contumaz contendor do Governo quando se trata de ações em defesa da categoria que integra.

Entidades desconheceram o percentual de 24,79% nas discussões com o Governo

Sempre pautado nas Leis e sempre atento aos escorregões do Governo e do governador, Espínola foi buscar na Constituição e em documentos e balancetes, elaborados e publicados pela equipe econômica do Estado, o argumento irrefutável de que, as finanças estaduais permitem que o Governo invista até 2 bilhões de reais com despesas de pessoal já que gastou apenas 24,79% de sua receita líquida com a folha de pagamento como consta do balanço fiscal do Governo de 2019, documento público ao alcance de qualquer curioso.

Esses dados estão contidos no balanço anual do ano passado e são referentes às despejas com a folha de janeiro a dezembro de 2019, comprovando que João Azevedo falta com a verdade para não atender as reivindicações dos policiais, comportamento semelhante aos demais governadores de estado, estopim para as manifestações que explodem no país, envolvendo as corporações policiais, sujeitas a leis que escravizam esses servidores, tolhendo-lhes o direito de reivindicar melhorias salariais.

João não revelou que o Governo não ultrapassou a LRF

O escrivão, que também é jornalista e defensor particular, respaldado por esses números incontestáveis – porque oficiais e constando do balanço anual de 2019 do Governo do Estado assinado pelos secretários da área econômica e pelo próprio governador – pretende entrar com uma ação na Assembleia Legislativa pedindo o afastamento de João do Governo por faltar com a verdade, o que ensejaria no mínimo a quebra do decoro que o cargo exige.

Entidades

Causa estranheza as entidades nunca terem usado argumento tão consistente e tão arrasador nas suas muitas demandas com o Governo.

As alegações apresentadas pelo escrivão aposentado José Espínola fazem parte de documento oficial elaborado pela Controladoria Geral do Estado e nele se afirma que as despesas com pessoal não ultrapassaram os 25%, bem abaixo do que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal.

A reunião de amanhã promete e, mais uma vez Espínola deve embananar as autoridades do Executivo principalmente do Judiciário, já que esses aspectos tão desprezados da questão, que se arrasta por tanto tempo, não podiam ter passado despercebido.

O escrivão é uma pedra no sapato de muita gente. Abaixo transcrevemos a carta endereçada por Espínola ás autoridades:

CARTA (2)