Diretor do Centro de Ensino da PM expõe o espírito dos bengalas e diz que está pouco preocupado com alunos

Mais uma vez o clima de discórdia está estabelecido na PM depois que um vídeo que circula na internet com declarações do sempre destrambelhado coronel Ronildo, estapafurdiamente nomeado diretor do Centro de Ensino da corporação.

Eles estão entregues à própria sorte

No vídeo explosivo, Ronildo escancara o seu total descompromisso com alunos da turma de soldados, quando diz pouco ou nada se importar com o futuro deles, ressaltando que a sua carreira já estava definida e encerrada e sem maiores pretensões a não ser de continuar ganhando o polpudo soldo que lhe paga o Estado.

As declarações do coronel repercutiram intensamente nos quartéis, porque realça uma situação que tem travado a corporação e se constitui o motivo maior para que as promoções de abril permaneçam suspensas por tempo indeterminado até que situações como a do coronel Ronildo sejam resolvidas e o governado decida se manda para casa ou não gente tão declaradamente descompromissada com os destinos da instituição secular.

Trabalham como sodados, mas ganham com alunos, denuncia tenente-coronel Onivan

Ronildo é um dos famosos bengalas, que já alcançaram o tempo de serviço (30) e já deviam estar em casa envergando o pijama e abrindo espaço para oficiais mais jovens e mais empenhados com o futuro da corporação.

Ele tem também já fez sucesso como promotor de eventos e promoveu um arraial no Centro de Ensino onde os alunos podiam beber a vontade e depois ganhar as ruas, dirigindo com algum teor de álcool no sangue, infração que se flagrada por qualquer blitz poderia levá-los para uma delegacia.

No entanto, a politica salarial que o Comando estabeleceu como forma de manipular a tropa pelo bolso e que  tanto sucesso fez no Governo passado, parece ter-se esgotado, e agora se prepara para devorar os lobos, que engrossavam a alcateia socialista, mas que resistem ir para casa com medo de ver a engenhosa artimanha ser aplicada contra eles, naquela do feitiço virado contra o feiticeiro.

Como bem frisou o coronel Ronildo, a ele pouco importa o futuro dos alunos, importa sim as denúncias constantes que inundam a internet mostrando mais um ardil do comando quando deixa esgotar o tempo da formação das turmas e os já soldados continuarem recebendo como alunos numa economia que faz bem ao estado, mas que ofende o bolso e destrói o sonho de muita gente utilizada como massa de manobra para determinados espertalhões permanecerem nos cargos.

As declarações do coronel Ronildo também serviriam para o governador – se chamado a atenção por auxiliares mais honestos e dedicados – perceber o que representa para a corporação a permanência de um pequeno grupo de oficiais tão descompromissados, a começar pelo alto comando, com o futuro da corporação como o colega do Centro de Ensino, todos contaminados pelo tédio, pelo desanimo e pela acomodação, mas, ainda envergando a farda com medo de perder 40% do soldo já que a bolsa desempenho não foi implantada para os inativos, por uma decisão considerada esdrúxula da PGR.

Os bengalas como são denominados esse coronéis que já esgotaram o tempo de serviço todos tão descompromissados com a corporação quanto o destrambelhado Ronildo. Eles teriam encontrado guarida num parecer “caviloso”, engendrado nos gabinetes da Praça Pedro Américo, e que teria o ranço da malfada MP da Bengala e cujo objetivo seria, mais uma vez, induzir o governador ao erro.

Na sua declaração retumbante, o coronel Ronildo expõe o espírito dos bengalas e dá ao governador uma pista do que foi elaborado no decreto sobre a bolsa desempenho, vista como mais uma armadilha que visaria a perpetuação de gente sem compromisso com o Governo e com a instituição, apenas preocupada em manter regalias e preservar o bolso.

Bengalas, neles.

PANDEMÔNIO

Enquanto o coronel Ronildo dá uma demonstração de enfado e de descompromisso com a corporação e com o Governo que lhe paga a violência campeia no Estado e os assassinatos varrem as ruas das cidades numa demonstração de que, não existe policiamento preventivo e ostensivo provavelmente como decorrência dessas artimanhas que protelam a formação de praças e do tédio que toma conta da corporação.

Num final de semana violento como nos tempos de Ricardo Coutinho 14 pessoas foram assassinadas na capital, em Campina Grande e outras cidades do interior numa exibição de violência que comprovaria a falta de compromisso de oficiais como o coronel Ronildo pouco se lixando para sorte ou azar dos outros.

Para comprovação do total descaso um homem foi morto ao lado do Palácio da Redenção executado quando conversava com amigos na calçada. Duas mulheres foram trucidadas em Fagundes e o festival de violência alastrando-se pelo interior como a solicitar providencias urgentes de um governado que reluta enxergar o que todo mundo ver: a ausência de comando na Polícia Militar do Estado responsável por esse tipo de policiamento entregue nas mãos de homens tão se entusiasmo como o coronel Ronildo.

Tá faltando caneta na Paraíba.

1 homicídio em CG

1 homicídio em Sousa

1 homicídio em JP no Alto do Mateus

1 homicídio e 1 baleado no Centro de JP

Duplo em Cabedelo

1 homicídio em Santa Rita

1 Homicídio em Alhandra

1 homicídio Itaporanga

Duplo homicídio em Fagundes

1 homicídio Guarabira

1 homicídio em Tacima

1 homicídio em Itabaiana

14 homicídios de sexta feira até agora às 22h do sábado