Dezembro Laranja: câncer de pele está entre os tipos mais comuns entre cães e gatos

Cerca de 30 a 40% do total dos cânceres existentes nos cães são de pele e entre os gatos este percentual é de 20%, segundo a publicação ‘Manual Saunders. Clínica de Pequenos Animais’. As neoplasias de pele e tecido subcutâneo, tumores mamários e hematopoiéticas são os tipos mais comuns nos pets.

Neste Dezembro Laranja, mês de prevenção ao câncer de pele, o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB), está alertando os tutores sobre esta doença, que pode ser tratada com sucesso, caso diagnosticada de forma precoce.

A médica – veterinária dermatóloga, Patrícia Isabel, destaca que essa é uma patologia comum entre cachorros e gatos idosos e é necessário estar atento e tomar os devidos cuidados. “Cachorros e gatos mais velhinhos são acometidos com maior facilidade, mas também alguns fatores podem aumentar as chances do animal desenvolver a doença como exposição solar em horários de maior incidência, das 10h às 15h, especialmente para pets de cor clara, como brancos ou albinos”, explicou a médica-veterinária.

Patrícia Isabel alerta que o câncer de pele é mais comum em países de clima tropical e destaca que o estilo de vida, predisposição genética, são alguns fatores de risco entre animais de grande porte e de raças puras.

Sintomas – São sintomas que merecem atenção especial manchas escurecidas, eritema (vermelhidão da pele), regiões esbranquiçadas com ou sem formação de crostas no local da ferida, alopecia (queda de pelo), inchaços que não somem ou continuam crescendo, feridas ou ulceração com lesões únicas ou múltiplas que não cicatrizam, mesmo tratadas, sangramentos e perda de peso.

Diagnóstico – O diagnóstico da doença é feito através do histórico clínico do animal, análise das lesões, citologia de pele, coleta de material através de biópsia e análise anatomopatológica. De acordo com a veterinária, é importante saber que pets que recebem o diagnóstico no início da doença são os que têm mais chances de cura, enquanto animais debilitados ou com diagnóstico tardio tendem a morrer durante o processo.

Prevenção – Uma das únicas formas de prevenir, segundo a veterinária, é possibilitar ao animalzinho ter qualidade de vida com boa alimentação, evitar exposição excessiva ao sol e fazer check-ups periódicos com seu médico-veterinário de confiança, além de fazer uso de protetor solar para Pets.

Tratamento – O tratamento contra o câncer depende do tipo que está acometendo o animal e da região. “Geralmente é feita a retirada cirurgicamente da lesão com uma margem de segurança extensa. Também pode ser usada a crioterapia (tratamento por congelamento), laserterapia ou quimioterapia”, explicou, lembrando que apesar de ser uma patologia comum, não deixa de ser alarmante afinal, pode levar o animal a óbito.

Assessoria