Coronéis da bengala constituem advogados e dão início a mais uma ação para preservar privilégios e continuarem estrangulando a corporação

Não ficou sem retaliação a determinação do governador João Azevedo de revogar a MP da Bengala como ficou conhecida a manobra solerte de um grupo de oficiais que pretendem se perpetuar na corporação violando a Lei vigente que os manda para casa depois de 30 anos de serviço.

Indignados e insatisfeitos com a reação do governador de abortar uma medida que beneficiava apenas um reduzido número de espertalhões, que vivem a sombra do Comando, o grupo contratou advogados para tentarem burlar a legislação e prosseguir abocanhando as gordas gratificações, que o jogo de favorecimento concede e permite a quem de uma forma ou de outra adere a política de privilégios implantada e que há dez anos estrangula a corporação impedindo a renovação de quadros.

Eles não dormem

Apavorados com a certeza de que irão para casa depois de 30 anos de vida mansa, apenas dedicada a agradar o poder e a ele servir com fidelidade canina sem se incomodar com os danos que a politica de favores provocou na corporação e que já começa refletir nas ruas, onde um efetivo desestimulado e descompromissado com a segurança pública faz de conta que trabalha, receoso do confronto, assustado com a reserva e com o futuro de perdas salariais, que alcança 40% do soldo.

Esses coronéis acreditaram nas promessas de que, a reserva jamais os alcançaria e que, quando chegasse o tempo de ir embora o gênio que tanto os favoreceu daria um jeito de burlar a legislação – como de hábito – e os manteria sugando as tetas gordas do poder como se a eternidade fosse um dom ao seu alcance; e a MP da Bengala a solução encontrada até o governador descobrir o logro e revogar a indecência afrontosa tão comum como recurso, ao mentor.

Inconformados e assustados com a perda salarial que atinge a todos – de praça a oficiais, sonham com mais um drible na legislação para não perderem a boquinha e acionaram advogados, que não devem ser baratos, para urdir mais uma trama diabólica que permita permanecerem mamando seus gordos proventos, enquanto os companheiros de farda sucumbem sob os efeitos cruéis da discriminação salarial, fruto de uma visão administrativa descompromissada com a paridade estabelecida nesse estado.

Esse grupo alegre e confiante nas artimanhas jurídicas – que as fotos que ilustram a matéria exibem –  constitui a prova cabal da política de favorecimentos como também o espirito da esperteza que sempre inspirou o atual Comando.

Eles estão correndo atrás de mais uma MP da bengala para continuarem recebendo o que a imensa maioria da tropa nunca sonhou receber.