Classe política repete Salomé e oferece a cabeça de João na bandeja para Adriano

O requerimento apresentado pelo deputado Walber Virgulino acendeu mais ainda as labaredas que devoram o mundo político e retirou do silêncio o casal Feliciano até então calado assistindo o mar pegar fogo para comer peixe assado da forma mais confortável sem a necessidade de vara e anzol.

Por mais que se queira negar e por mais que se explique e justifique o requerimento de Virgulino é inequivocamente uma ameaça velada do Poder Legislativo ao governador até então alvo solitário da sanha oposicionista, mas agora na companhia da vice, o que disparou o alarme do astuto Damião, adorando a ideia do impeachment desde que atingindo apenas João.

Sendo ou não uma prerrogativa dos deputados apresentar requerimentos o do impeachment chega na hora oportuna para o deputado Adriano Galdino, que enfeixa nas mãos poderes que o transformam numa espécie de Eduardo Cunha paraibano, aquele deputado que por muito tempo “governou” o país sentado na cadeira de presidente da Câmara, espalhando o terror na gestão e por fim depondo Dilma Rousseff.

Nem um governante se sente confortável com um requerimento deste transitando na Assembleia legislativa ainda mais quando se encontra envolvido num mar de escândalos que podem leva-lo a desgraça muito antes do que o propósito da oposição paraibana.

Pela tibieza, João esgotou a paciência de muita gente que já esteve disposta a ajuda-lo na luta contra o seu principal algoz, mas que cansou de vê-lo hesitar na hora de cortar as cabeças, que ainda infestam sua gestão e que são visceralmente ligadas ao ex-governador.

Por não ter disposição para interromper essa relação absurda com a organização criminosa desbaratada pelo Gaeco, João começa ser abandonado pelos que lhe emprestaram apoio, e as maquinações para construção de um novo relevo político começam por esse requerimento apresentado pelo deputado Walber Virgulino, onde os mais desconfiados como Damião Feliciano enxergam nele, o dedo do presidente Adriano Galdino.

E por mais que seja um direito do deputado apresentar requerimentos, esse de Virgulino Lampião vem com cheiro de golpe e de bio-tônico Fontoura para o presidente da Assembleia, que passa ter nas mãos, o futuro de João caso o STJ não se antecipe.

E por não cortar cabeças, João está com a sua na bandeja.

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), o deputado Adriano Galdino (PSB) recebeu com estranheza as declarações do deputado federal Damião Feliciano com relação ao Poder Legislativo estar envolvido em um suposto golpe para tirar o governador João Azêvedo (Cidadania) do comando do Estado. Presidente divulgou nota na noite desta sexta-feira (7).

Conforme Galdino, é prerrogativa de qualquer parlamentar apresentar requerimentos e projetos de Lei, desde que observado todos os pré-requisitos regimentais, não podendo essa prerrogativa ser tolhida em qualquer hipótese

Confira nota na íntegra

Nota
O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino, recebeu com estranheza as declarações do deputado federal Damião Feliciano, acusando a ALPB de estar envolvida num suposto golpe, por conta de requerimento protocolado pelo deputado estadual Wallber Virgolino e outros parlamentares, pedindo o impeachment do governador João Azevêdo e da vice-governadora.

Segundo Adriano Galdino, é prerrogativa de qualquer parlamentar apresentar requerimentos e projetos de Lei, desde que observado todos os pré-requisitos regimentais, não podendo essa prerrogativa ser tolhida em qualquer hipótese.

Os deputados de oposição denunciaram a existência de suposto crime de responsabilidade e que a eleição do governador e da vice foi viciada. Já o deputado Damião Feliciano entende que é possível o processo de impeachment contra o governador João Azevêdo, mas não de sua mulher, a vice-governadora Lígia Feliciano.

Adriano Galdino ressalta ainda que por se tratar de matéria inédita na Casa Epitácio Pessoa e que envolve preceitos jurídicos, assim como em outros casos semelhantes, decidiu encaminhar o requerimento para a Procuradoria Jurídica da Casa, para que todos os requisitos jurídicos e legislativos fossem verificados pelo setor competente.

Por fim, Adriano ressalta que, desde a campanha eleitoral de 2018 e durante todo o ano de 2019, já demonstrou seu apoio político ao governador João Azevêdo e, na condição de Presidente, lhe cabe agir com equilíbrio e prudência no comando do Poder Legislativo.