Calvário de professora supostamente difamada pela mulher de Berg Lima encontra obstáculos para se transformar em inquérito policial; Poliana é acusada de urdir a trama sórdida

Depois de um verdadeiro trucidamento moral, de uma imolação da intimidade doméstica com exposição de áudios e fotos privadas, roubadas de seu celular, o que constitui crime cibernético – ainda sem delegacia específica na Paraíba -, prossegue o calvário da professora Paula Meirelles, em Bayeux, onde o crime vem sendo reproduzido nas redes sociais de forma impune, alimentado pela morosidade da Delegacia local cujo delegado titular vem colocando empecilhos as investigações solicitadas pela advogada da vítima, Viviane Oliveira.

Professora continua sofrendo ataques nas redes sociais sob a complacência do delegado e Bayeux

Sem a delegacia de combate aos crimes cibernéticos, lei sancionada em 2012, depois do escândalo envolvendo a atriz global Caroline Dieckmann, a defesa da professora tem encontrado obstáculos para iniciar o processo contra os infratores, já que no estado existe apenas um projeto elaborado em 2015, para instalar uma delegacia incumbida de apurar essa modalidade de crime.

Quase uma quinzena depois das exibições de fotos e áudios devastando a reputação da professora e de sua peregrinação pelas delegacias de polícia para pedir providencias que contenham essa exposição criminosa, o caso terminou na delegacia de Bayeux, por recomendação da Superintendência de Polícia Civil, mas esbarrou na má vontade do delegado titular de prenome Pedro, que passou a desestimular a vítima, insinuando que “isso não vai dar em nada”, o que se constitui um verdadeiro absurdo partindo da autoridade policial encarregada de investigar o crime e de intimar os suspeitos abundantemente relacionados pela advogada Viviane Oliveira, que solicitou a apreensão de celulares e computadores, o que não foi encaminhado até o momento pelo delegado ao Judiciário para que a autorização seja concedida,  descaso que supostamente revelaria o empenho de procrastinar o caso.

Viviane Oliveira, advogada da professora, não consegue falar com o delegado

Nem mesmo as declarações do secretário de Segurança Pública, Jean Nunes, considerando o absurdo do crime cibernético, mas que também envolve calúnia e difamação, foram suficientes para estimular o delegado omisso e negligente absolutamente indiferente às recomendações superiores, aparentemente trabalhando na surdina para favorecer os infratores dando-lhes tempo para apagar provas com sua morosidade.

O crime tem todos os ingredientes da mais abjeta disputa política e envolveria figurões de Bayeux e familiares, alguns já presos com dinheiro na cueca, mas que ainda detém poderes na pessoa da prefeita eleita indiretamente e essas supostas participações estariam induzindo o delegado delongar o inquérito.

Delegacia de Bayeux não mostrou empenho no caso Paula

Segundo foi apurado, a principal suspeita de urdir essa trama sórdida seria a esposa do prefeito deposto, Berg Lima, conhecida por Poliana. Ela teria arquitetado toda campanha de difamação que devastou a intimidade da professora com o único intuito de atingir o ex-prefeito Jeferson Kita.

O celular de Poliana já foi solicitado para perícia, mas a morosidade do delegado pode ter dado tempo para que provas fossem apagadas.

Ele sequer intimou os propagadores, que não tiveram o cuidado de proteger as identidades, publicando as fotos nos seus espaços nas redes sociais como se pode constatar em diversos prints, onde a identidade dos infratores fica visível.

Ela seria a suposta autora da campanha de difamação contra a professora

A vítima já foi assistida pela Secretaria da Mulher onde recebeu tratamento totalmente diferente do que vem recebendo da Polícia Civil e a pasta comandada por Lídia Moura colocou a sua disposição um quadro de assessores formado de advogados, psicólogos e assistentes sociais. O crime foi taxado de terrível pela titular da pasta da Mulher, repudiando a violência dos fatos, ocorridos e relatados pela professora.

O caso inicialmente foi recebido por um outro delegado identificado como Ademir Fernandes que teria dispensado tratamento totalmente diferente do delegado em questão ao ponto da advogado da professora pensar em solicitar que ele retome a frente das investigações, para que o crime não caia na impunidade e no esquecimento como tudo indica o andar da carruagem até o momento.

Com a palavra a Corregedoria da Secretaria de Segurança Pública