Bombardeado por denúncias, com a reputação espatifada, Euler resiste a tudo e a todos, inabalável no cargo

A permanência do coronel Euler no comando da Policia Militar é um mistério que provavelmente só a Operação Calvário poderá desvendar um dia.

Coronel não fala mais das relações com Ricardo Coutinho

Cercado de denúncias, as mais cabeludas, que passam por sua promoção a coronel incluídas acusações de enriquecimento ilícito formuladas pela Corregedoria da Secretaria de Segurança Pública – entre outras da mesma gravidade, mas que não abalam o prestígio do comandante e sequer sua exoneração é cogitada apesar do bombardeio que destroça a reputação do oficial mantido a ferro e fogo pelos governadores socialistas, afundados em suspeitas de desvio de dinheiro público.

A longevidade do comandante paraibano já foi alvo de chacotas dos comandantes de outras corporações, intrigados com o prestigio incomensurável do colega da Paraíba, mas que parece encontrar explicações nos desdobramentos da Operação Calvário, que desnudou a intimidade do Governo que o coronel serve há tempo com deslavada fidelidade e gratidão,

Nada e ninguém consegue abalar o prestígio de um comandante que, do ponto de vista da capacidade é considerado um dos mais fracos que já ocuparam o cargo e o mais contestado ao ponto de sofrer ofensas públicas de subordinados.

Peça chave no esquema de Ricardo, Euler é o ultimo dos moicanos no Governo de João Azevedo

Depois de derrubada a cortina de probidade que o ex-governador Ricardo Coutinho estendeu para dissimular o assalto que cometia aos cofres públicos, como acusa o MP, as peripécias do subordinado fardado podem ser compreendidas e a sua permanência explicada já que a corporação que comanda oferece toda estrutura para se afrontar a Justiça impunemente como parece confirmar o desenrolar dos acontecimentos onde fatos estranhos surgem no bojo das investigações apontando para as famosas forças policiais.

O mundo ainda encoberto da jogatina eletrônica pode mostrar as relações nebulosas com essas forças policiais tão citadas, mas nunca identificadas e mostrar até onde vão os passos dos chefões da Organização criminosa investigada.

Fundo de Saúde, boinas e coturnos podem parecer nada diante do que ainda se tem para revelar caso as investigações resolvam trazer para a luz do dia esses personagens sinistros que se escondem nas capas da hipocrisia.

Abaixo transcrevemos a matéria do blog de Helder Moura mostrando com age essa figura de proa do esquema socialista. Só o Gaeco na causa:

Blog do Helder

Começa a surtir efeito denúncia formulada pelo tenente-coronel José Saleme Cavalcante de Arruda Júnior em relação às contas do Fundo de Saúde da Polícia Militar, que teve como alvo o coronel Euller, comandante da PM. Segundo a denúncia, “o fato envolve muito dinheiro, cujo desconto é obrigatório para todos os policiais militares”.

A denúncia foi protocolada em agosto do ano passado, após requerimento de informações ao coronel Euller (que não teria respondido) e alertava quanto à falta de prestação de contas em relação a arrecadação, despesas, justificativa de gastos e, sobretudo, “ausência de transparência na gestão do Fundo de Saúde”. Agora, o Tribunal de Contas do Estado, alertado pela denúncia, acaba de abrir uma Tomada de Contas Especial.

O que é – Tomada de Contas Especial é um instrumento de que dispõe a Administração Pública para ressarcir-se de eventuais prejuízos que lhe forem causados, sendo o processo revestido de rito próprio e somente instaurado depois de esgotadas as medidas administrativas para reparação do dano.
Pra entender – Logo após a denúncia de Saleme, veio um parecer do Ministério Público de Contas (TCE), pontuando que a lei (criando o fundo) seria inconstitucional, ainda mais por obrigar todos os policiais ao recolhimento dos valores. Para que fosse obrigatório seria necessário ser um imposto e não uma contribuição. E o Estado não estaria autorizado a criar tal imposto, sem aprovação prévia da Assembleia.

O coronel Euller chegou a recorrer do parecer do MPC, mas seu recurso foi julgado improcedente. Com isto, instaura-se a Tomada de Preços Especial.