Bayeux rasteja na lama e se diverte com a exibição da privacidade alheia; Delegacia da Mulher vai ser acionada para investigar vazamento de fotos intimas

Bayeux acordou hoje despida de qualquer senso de pudor, expondo a intimidade e a privacidade de pessoas até com certo sadismo, próprio dos que não possuem nenhum escrúpulo.

Escaldantes cenas de alcova inundaram os antros da fofoca e belas senhoras exibiram as exuberâncias que a natureza lhes dotou numa demonstração de quanto a política no município mergulhou na sarjeta, desnudando segredos que não interessam a sociedade, já que restritos à privacidade indevassável, mas que se tornou munição para a maldade oculta pelo anonimato.

Bayeux não necessita fuçar no lixo das paixões para revelar quem são seus representantes políticos. Eles habitam por natureza os ambientes sórdidos, os mais deploráveis, os que se envolvem com a criminalidade nas suas múltiplas facetas, sem precisar chafurdar na reputação feminina, muito menos nos amores gris, aqueles que vicejam nos leitos de motéis ou em lugares ermos, e que não dizem respeito a ninguém.

Política não se faz necessariamente com a exposição de rixas de amor, porque o amor é para ser festejado, nunca apedrejado, porque, quando acontece, quase sempre alvejado por mãos acostumadas se esconder no bolso alheio, hábeis na caneta fraudulenta, invariavelmente usada para adulterar documentos públicos ou para traçar escaramuças que desviem ou atrapalhem o curso normal da política como se pretende agora com a inviabilidade da eleição indireta.

Bayeux é rica em espécimes que aleijam a raça humana e boa parte dessa excrecência detém mandato popular e comparece ao plenário com a desfaçatez dos miseráveis, dos que invadem a intimidade de mulheres para cobri-las de insultos, como se delas dependessem o destino da cidade ou se de suas paixões resultassem o desenvolvimento e o progresso.

O episódio sórdido que despertou Bayeux nesta terça-feira e jogou uma reputação no redemoinho da maledicência, dos comentários rudes e brutais, dos que se divertem com a falência moral do próximo, revela a ausência de valores éticos que tomou conta da cidade e da política ao se divertir e se entreter em estraçalhar a vida alheia.

Com certeza, em Bayeux, não há ninguém com autoridade para atirar a primeira Pedra principalmente movido por interesses o mais ignóbeis, os mais vis, que sequer respeitam a intimidade das pessoas, numa violência a privacidade que exige rigor das autoridades na apuração desse atentado a honra, hediondo como um estupro, onde num piscar de olhos, uma vida vira de ponta cabeça, atingida pela maldade de gente torpe.

Há de se fazer justiça e há de se chegar a esses malfeitores.