Bayeux precisa que o MPT e a Fazenda façam uma inspeção na cidade

Pelo menos 1000 pessoas sobrevivem como cambista, em Bayeux, ganhando 20% do valor da aposta, mas sem nenhum amparo legal como férias, décimo terceiro, e outros benefícios que a legislação trabalhista garante e exige para quem trabalha de forma continuada e perene.

Em tempos de crise e de desemprego essa atividade clandestina, que abastece a contravenção penal, tem sido o ganha-pão de muita gente que abandonou as atividades pesqueiras, que os rios ribeirinhos e o mangue garantiam.

Elas fazem a festa do Bicho

Sem nenhum tipo de fiscalização da parte do Ministério Público do Trabalho, omisso nessa questão que evolve o jogo do bicho, os cambistas ganham uma comissão de 20%, sem hora para começar ou terminar a jornada de trabalho.

Esse exército de esfomeados é distribuído pelas esquinas, entrincheirado em bancas, espalhadas pelas esquinas, de preferência, para oferecer a sorte grande aos incautos e viciados, promovendo arrecadações milionárias, que garantem aos bicheiros um padrão de vida elevadíssimo que a atividade econômica legal está longe de possibilitar.

Sem nenhuma responsabilidade fiscal, sem pagar qualquer tributo, sem qualquer controle sobre o que arrecadam os bicheiros vivem nababescamente distribuindo migalhas com bajuladores e com os favores sexuais que o dinheiro conquista.

Eles acumulam fortunas e fazem delas instrumento de dominação social ao distribuírem gentilezas e favores como se generosos fossem, quando na verdade sonegam os tributos que deviam pagar e que deviam ser revertidos para o bem-comum.

Verdadeiras sanguessugas sociais, vampiros do esforço coletivo para produzir riquezas; contumazes achincalhadores da boa-fé dos incautos, debochando das autoridades, corrompendo, aliciando e, nas horas vagas metendo a mão no erário em tenebrosas transações, onde os recursos públicos são desviados para seus bolsos numa farra que já exige a atenção do Ministério Público tal o volume de dinheiro abocanhado.

Sabe-se que há um entendimento no STF sobre qualquer dinheiro, mesmo o ilícito, teria de pagar impostos, e qualquer relação de trabalho tem que ter amparo legal, o que não acontece com os cambistas, trabalhando por conta e risco como autônomos.

Para quem alardeia para as moças e senhoras incautas que ganha algo em torno de 200 mil reais por mês teria indiscutivelmente que prestar contas a Receita Federal, relatando ganhos e patrimônio para poder arrotar tanta compostura ou então continuará sendo tratado como contraventor inescrupuloso, indecente, pai de uma prole degenerada cujas celas do Paraná abrigaram por um tempo.

Seria interessante o Ministério Público e a Receita fazerem uma visitinha a Bayeux para investigar essa atividade tão rentável que já se expande para outros meios econômicos.

O procurador Eduardo Varandas bem que podia envergar a armadura de cavalheiro andante e guiar seu corcel ornado de arreios de prata para fazer uma incursão por Bayeux e averiguar essa relação trabalhista entre cambistas e bicheiros.

A questão do Jogo do bicho é antiga como se pode constatar nesse vídeo de 2014 postado abaixo, mas até hoje a contravenção não foi reprimida pelas autoridades paraibanas, as razões são ignoradas.