Bares, academias e restaurantes voltam a abrir em João Pessoa

João Pessoa tem cerca de 20 mil casos de coronavírus, o maior número em todo o estado, com mais de 550 mortes
Começa nesta segunda-feira (27) a quarta etapa de flexibilização da economia em João Pessoa, durante a pandemia do novo coronavírus. Agora, os setores de alimentação, bares e as academias poderão voltar a funcionar com 50% da capacidade.

O que muda

Veja abaixo as regras estabelecidas pela prefeitura para que esses setores retomem o funcionamento.

Alimentação
Além de respeitar as chamadas ‘regras de ouro’, como o uso obrigatório de máscaras, distanciamento de 1,5 metro e disponibilização de álcool em gel para a retomada dos setores de alimentação e bares, o protocolo exige a capacidade máxima de 50%, com horários determinados de funcionamento e sem shows ou apresentações de música ao vivo, bem como playgorunds e espaços de recreação.

Os horários foram definidos, sendo: 7h às 10h para o café da manhã; 12h às 16h para o almoço e de 18h às 22h para o jantar. Ficam proibidos os sistemas de rodízio, buffet exposto e o self service só poderá funcionar com protetores e sendo servidos por atendentes do próprio restaurante.

Ainda no segmento de alimentação, as praças de alimentação de shoppings e centros comerciais permanecem funcionando apenas com os serviços de delivery e drive thru. Bares e restaurantes de shoppings que possuem mesas dentro de seus próprios estabelecimentos, poderão abrir respeitando a regra dos 50% de capacidade.

Academias
As academias de ginástica também devem respeitar as regras de ouro e retomam com 50% da capacidade para atividades individuais e seguindo agendamento prévio. As academias devem manter as máquinas distanciadas umas dos outras e realizar a limpeza com álcool 70% a cada uso. Estão vedadas aulas coletivas, como ginástica e dança.

Esporte
O esporte profissional pode dar continuidade a seus jogos, no entanto, ainda sem torcidas. Outros eventos, como os sociais, permanecem fechados durante o mês de agosto, assim como as praias e estacionamento da Orla, cinemas e teatros e as atividades educacionais.

“Do ponto de vista sanitário, estes são segmentos com maior risco de transmissão do vírus e, por isso, avaliamos a necessidade de manter as atividades suspensas para posteriores avaliações”, explicou o médico e coordenador da Central de Informações sobre a Covid-19 da prefeitura, Felipe Proenço.

Mais setores
As aulas de universidades com cursos na área da saúde poderão retornar nesta quarta etapa do Plano, com aulas práticas em laboratórios e com estágios para os concluintes dos cursos em 2020.1. Os serviços públicos essenciais continuam sob protocolos de segurança e com agendamento. E as demais atividades das tapas anteriores não sofrem alteração nesta quarta fase.

Por que flexibilizar
O número de pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais públicos da Capital continua caindo e, pela primeira vez desde o início do mês de maio, a média semanal de ocupação das UTIs ficou abaixo dos 60%.

Aliado a isso, a pressão nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) também segue em ritmo decrescente e a média diária de óbitos segue diminuindo. A partir da consolidação desta avaliação que a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) vem realizando diariamente, o Núcleo Intersetorial de Prevenção e Cuidados com relação ao novo coronavírus planejou o início da quarta etapa.

Seguem fechados
Praias, praças de alimentação, teatros, cinemas, escolas e praças continuam fechados em João Pessoa.

Casos de coronavírus em João Pessoa
A Capital tem mais de 20 mil casos de coronavírus, o maior número em toda a Paraíba, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde. Conforme o painel de monitoramento da Prefeitura Municipal de João Pessoa, que pode ser conferido no link acima, o bairro de Mangabeira, na Zona Sul, tem o maior número de confirmações, com mais de 1,3 mil casos. Cristo Redentor, Valentina, Gramame e Manaíra estão entre os cinco com mais notificações na cidade. A capital paraibana tinha, até a atualização mais recente dos dados, 590 mortes provocadas pelo patógeno.