Banho de sangue comprova que não há policiamento preventivo e ostensivo na PB; assassinatos se multiplicam em todas as regiões, do litoral ao sertão

As bruxas estariam soltas novamente e os assassinatos pipocando por todo estado numa escalada de violência que não respeita dia, hora e local, onde e quando pessoas são executadas em ruas, praças, e até no ambiente de trabalho numa demonstração cabal de que algo anda errado no sistema de segurança notadamente no policiamento preventivo e ostensivo elaborado para inibir e conter a criminalidade nas suas múltiplas modalidades, o que não vem ocorrendo pelo que se apresenta no noticiário de rádio, TV e portais, aonde um banho de sangue vem sendo dado diariamente e a policia só aparece para preencher os formulários de praxe.

Líderes políticos pedem reforço

Pessoas estão sendo executadas friamente algumas sentadas às mesas de refeição ou nos locais de trabalho ou nos mercados públicos, em plena luz do dia, numa demonstração de que, não há policiamento suficiente para conter essa onda de violência que explode nas diversas regiões do estado como pode ser acompanhado pelo noticiário policial.

Apenas no Mercado Central da capital três pessoas foram assassinadas e um delas, uma mulher, morta por uma bala perdida evidenciando o clima de faroeste que impera nas ruas da Paraíba e alguém deve ser responsabilizado por isso.

Em postura indiferente, a PM apenas contempla a violência

Líderes políticos visitam gabinetes à procura de apoio e reforço policial para suas regiões aparentemente em vão porque os crimes se sucedem numa velocidade estarrecedora mostrando que os apelos não teriam consequência prática ou por não existir capacidade de gerenciamento ou porque o sistema não tem mais condições mínimas de atender às necessidades de segurança da população, entregue a sanha dos marginais.

Mata-se na praça defronte ao Palácio do Governo, mata-se ao lado dos quartéis de polícia, mata-se nos quiosques na orla da capital, mata-se no interior das residências na hora das refeições, mata-se no litoral, mata-se no sertão, enfim, as execuções foram banalizadas, e o sistema de segurança não consegue impedir essas atrocidades.

Mercado central palco de violência cotidiana

Para uns, incompetência e uma história de cinematografia que se estende há 10 anos, onde as falhas do policiamento foram maquiadas para garantia de cargos e postos numa política de improvisação, onde unidades foram inauguradas com espalhafato e pirotecnia para em seguida serem desmobilizadas e esvaziadas por conta da reduzida capacidade de efetivo, em escandalosas manobras de “tira daqui bota dali” para que as inaugurações apresentassem brilho suficiente para encandear o governante vaidoso e crente de que seu governo seria o melhor do mundo.

Batalhões que não funcionam, porque não podem funcionar, já que não há efetivo suficiente, defasado em mais de 10 mil policiais, mas que são inaugurados ao sabor das conveniências para atender aos apelos publicitários de vaidosos comandantes comprometidos apenas com o umbigo e nada mais.

Morte na praça

Além de escasso, um efetivo velho e mal remunerado que não vai para a reserva para não ter perda de poder aquisitivo, louco para trocar a farda pelo pijama, dormindo nas viaturas, escondendo-se das ocorrências, evitando confronto com a criminalidade por medo da morte e da aposentadoria por invalidez, e quando reforçado abrindo vaga para uma Guarda da Reserva que só existe para garantir votos para uns poucos espertalhões, já que as pernas e os reflexos não respondem mais as exigências da função.

Nesse cenário fica fácil explicar a tragédia que ensanguenta as ruas da Paraíba onde a violência fez moradia e não tem a menor intenção de sair enquanto a segurança pública não for encarada com a seriedade que merece.

Não existe policiamento ostensivo e preventivo nas ruas do Estado, não existem – nem nunca existiu – capacidade e competência nesse setor da segurança pública, sempre exercido pela esperteza, pela improvisação, pelo oportunismo e por outras objeções, que explicariam essa eternidade no serviço público, mas que pode ser estancada a qualquer instante com um golpe de espada já empunhado e pronto para ser desferido por uma dama cega.

Oposição

Uma deficiência do sistema de segurança que não é visível apenas para oposicionistas – ela salta a vista de todos, por isso nunca escapando as criticas construtivas e respeitosas do deputado Cabo Gilberto que, desde o inicio do seu mandato cobra ao Governo e ao comandante geral o aumento do efetivo policial.

Cabo Gilberto tem contribuído  para o melhoramento da segurança com sua participação critica ressaltando a carência de efetivo ainda mais combalido pela presença de policiais com tempo para se reformar, mas que se mantêm em atividade para não ter prejuízos no orçamento doméstico