Assembleia Legislativa carioca denuncia Witzel por espionagem e elaboração de dossiês; na PB atividade continua agindo acobertada pelo silêncio conivente das autoridades

O Estado do Rio de Janeiro cada vez mais parecido com a Paraíba desde que as peripécias da Cruz Vermelha carioca se mostraram idênticas as paraibanas e o assalto aos cofres públicos, uma atividade comum aos dois governos.

Para não perderem a identidade e o estilo criminoso de agir explode mais um escândalo nos moldes do que já foi identificado e denunciado aqui no estado pelo Gaeco.

Este prédio estaria seno alvo de espionagem clandestina

De forma incisiva e numa demonstração de instinto de sobrevivência, o presidente da Assembleia Legislativa carioca, André Siciliano, determinou, através de requerimento, rigorosa apuração para esclarecer se estaria havendo espionagem aos deputados, promovida pelo governador do Estado, Wilson Witzel.

Uma modalidade criminosa identificada aqui na Paraíba, e denunciada por investigações, mas que não foram devidamente aprofundadas, apesar de ter por alvo autoridades dos três poderes paraibanos acintosamente vasculhadas por escutas clandestinas, supostamente realizada por empresa contratada, mas cujos autores jamais foram devidamente responsabilizados, somente superficialmente citados, apesar das fortes evidencias apontando o endereço de quem as patrocina.

Governador é acusado de promover espionagem aos deputados cariocas

E pelo grau de intimidade que o principal suspeito esbanja com os Poderes, essa ação criminosa, que alvoroçou o Poder Legislativo carioca, corre o risco de nunca ser desvendada em terras tabajaras.

No Rio, ao contrário daqui o presidente da Assembleia quer saber detalhes da ação e identificar quem espionou e quem mandou espionar mostrando como se combate arapongas contratadas pelo Estado para varrer a vida das pessoas e das autoridades.

A crise está estabelecida entre os poderes, Executivo e Legislativo, no Rio, consequência de uma ação voltada para construir dossiês contra os 70 deputados estaduais, algo muito semelhante ao ocorrido aqui, quando várias denúncias foram feitas ao longo dos anos em que o ex-governador Ricardo Coutinho reinou absoluto adotando métodos que aproxima as forças policiais do estado a entidades sinistramente famosas como a Gestapo e a KGB.

Ele já foi alvo da espionagem patrocinada pela organização criminosa comandada por RC; inquérito mergulhou em silêncio constrangedor para o Governo de João Azevedo

No Rio de janeiro ainda são suspeitas, mas tão incisivas que o presidente André Siciliano cortou a palavra ao líder do Governo de Witzel, aconselhando, em tom de reprimenda, que ele deixasse para fazer a defesa em momento mais oportuno.

O episódio carioca traz de novo à baila o tema da espionagem, que parece ter virado uma praga no Brasil com destaque para a Paraíba, onde essa atividade tornou-se prática comum e instrumento de perseguição politica e de ameaças aos que se contrapõem ao esquema politico do ex-governador.

Todo mundo sabe o endereço desses espiões

Hoje, portando tornozeleiras, e com a maioria da sua equipe de governo ostentando o mesmo adereço orgulhosamente exibidos em festas familiares dos integrantes da quadrilha, e alguns mantidos em postos chaves da atual gestão, remanescentes de sua organização criminosa.

Esses rebotalhos agem  insolentemente debaixo das barbas das autoridades notadamente do governador João Azevedo, sem que as medidas cabíveis, que estão sendo tomadas no Rio, ocorram aqui, como resultado da atonia que apossou-se das autoridades, passando a impressão de cumplicidade ou submissão aos dossiês denunciados, e que tanto estão apavorando e incomodando os deputados cariocas, mas que, pelo visto submeteram definitivamente as autoridades paraibanas.

Os episódios de espionagem são muitos na Paraíba e o mais recente envolvem o Secretário de Segurança Pública, onde e quando um militar lotado na P2 trabalhando ao lado do gabinete do comandante geral foi detido em atitude suspeita tão suspeita que gerou inquérito e sindicância, mas que não teve desdobramento e não se sabe o que foi apurado ou se algo foi apurado tal o silêncio constrangedor que soterrou o caso mostrando a força dessas forças clandestinas que agem em todo e qualquer lugar sem escolher quem ou a quem violar a privacidade.

Segundo relatórios da Segurança, João Azevedo teria sido alvo de espionagem promovida por forças ligadas a RC

A ousadia é tal que os procuradores que participam da força tarefa para revelar a ação dessa organização criminosa, que infestou e dominou ou domina ainda o Estado, também tiveram sua privacidade invadida e, apesar da gravidade da denúncia ninguém até agora foi responsabilizado, o que demonstra mais uma vez a força terrível que essas forças obscuras detêm e exibem acintosamente em todos os momentos da vida pública paraibana principalmente quando se sentem acuadas por denúncias que revelam suas ações e perfis.

Como tudo indica, os Poderes na Paraíba jamais tomarão a iniciativa da Assembleia Legislativa carioca para desvendar esse mundo tenebroso da espionagem clandestina, que continua agindo impunemente e acintosamente, violando todas as medidas legais, contidas na Constituição Federal, onde a privacidade das pessoas é um direito sagrado e inviolável.

A coragem de André Siciliano está fazendo falta e inveja aos paraibanos.