Arquivamento de processo que envolvia RC no crime de Bruno Ernesto aumenta a suspeita de influência do ex-governador sobre os Poderes constituídos da PB

O arquivamento do processo que envolvia o ex-governador Ricardo Coutinho no assassinato do jovem Bruno Ernesto confirma a força e o poder do poderoso chefão, imensuráveis e sem fronteiras dentro dos poderes constituídos da Paraíba.

Qualquer autoridade que se desse ao trabalho de vasculhar os subterrâneos da Segurança Pública ouviria rumores, os mais escabrosos e detalhados, de como foi planejado e executado o crime que ceifou a vida de Bruno Ernesto.

Ninguém sabe ninguém viu

Os assassinos têm nome e endereço fáceis de localizar e a balística efetuada confirma que a arma utilizada pertencia ao Governo do Estado e mesmo assim nem a juíza nem o procurador encontraram provas que apontassem o envolvimento do ex-governador, o que torna a sentença absolutamente estranha diante de tantos indícios, reforçando aquela teoria dos investigadores do Gaeco, apontando para a sujeição total dos Poderes, incluído o Judiciário, submetidos ao controle da organização criminosa.

Não se sabe as motivações para provas tão avassaladoras sejam ignoradas pela Justiça mesmo depois do advento da Operação Calvário onde investigadores independentes mostraram o envolvimento dos poderes com a organização criminosa montada por Ricardo Coutinho, inclusive com a participação de juízes que defendiam e davam cobertura aos interesses da quadrilha dentro do Judiciário.

Ele esbanja poder e influência sobre os poderes

Uma sentença dessa causa arrepios e estremecimentos, e aumenta o pavor dos paraibanos diante de tanta complacência e até cumplicidade desses setores altamente contaminados pela influência deletéria do ex-governador.

Ricardo já deu provas sobejas do seu enorme poder junto a Justiça em esferas mais elevadas ao se livrar da cadeia das tonozeleiras, e agora da acusação de participar da morte de um ex-auxliar que teria provas devastadoras de sua criminosa gestão desde quando prefeito da capital.

Tudo isso as vésperas de uma eleição onde já ficou claro que Ricardo pretende interferir seja como candidato seja como cabo eleitoral, e para isso está limpando a área e assim subir aos palanques como vítima de uma sórdida tramoia política.

Todo esse cenário sendo montado sob o olhar tolerante e indulgentes de seus adversários, estáticos e apáticos diante dessa extraordinário demonstração de poder.

Juízes apontados e recomendados pelos chefões da organização criminosa, que agiam para concretizar os interesses nada republicanos da Orcrim, continuam juízes e exercendo influência dentro dos tribunais como se não pesasse nada contra eles e como se o seu papel de influenciar o Judiciário tivesse cessado.

Por mais técnica que tenha sido a sentença da juíza, arquivando o processo, ela perde força e legitimidade diante das suspeitas levantadas pelas investigações do Gaeco, e diante da total ausência de providencias contra o juiz enrolado e apontado como aliado da Orcrim.

Repetindo: os assassinos de Bruno Ernesto estão dentro do sistema Penitenciário cercados de regalias e gozando da proteção e da influência de gente travestida de Beatles, que embalavam as orgias do ex-governador.

Marcelo José abaixo:

OITO ANOS E 6 MESES DO ASSASSINATO DE BRUNO ERNESTO – Juíza determina arquivamento por falta de provas, de processo que tinha como investigado Ricardo Coutinho

Os pais de Bruno Ernesto apontam desde o crime diversas falhas na investigação do caso, entre as quais a não identificação a quem pertenciam a arma e as munições utilizadas para assassinar o jovem. Dona Inês Ernesto Moraes do Rêgo, passou os últimos 8 anos e meio em busca de respostas sobre o que estaria por trás do assassinato do filho.

Foi dona Inês Ernesto que conseguiu junto com órgãos de fiscalização descobrir o que foi surpreendente para a imprensa e a população em geral, que a arma e as munições utilizadas no assassinato de Bruno Ernesto, pertenciam ao Governo do Estado, sendo a arma da Polícia Militar da Paraíba, e as munições da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado.

Durante sua luta para saber o porquê de tantas falhas ocorridas na investigação, a mãe de Bruno Ernesto, dona Inês Ernesto do Rêgo Moraes, contou com o apoio de parte da imprensa , e órgãos que lhe receberam para ouvir a dor de uma mãe que perdeu o filho assassinado barbaramente no ápice de sua vida.