Apatia, vaidade e descaso enfeitam o cenário de tragédias que abate vidas em plena luz do dia na capital da PB

Ontem, domingo, mais um homicídio na capital. A vítima um popular conhecido por Raimundo Carroceiro, que negociava à beira da linha de trem em Mandacaru.

Raimundo Carroceiro morreu no trabalho

Mais uma cena de sangue que as autoridades ignoram e só quando alguém com mandato federal reclama é que providências são tomadas e frenéticas operações agitam essas forças, inexplicavelmente inertes quando se trata dos carroceiros da vida.

As fotos, que ilustram essa matéria, comprovam o número de policiais que compareceram ao local onde Raimundo foi executado em via pública à luz do dia.

A postura relaxada e displicente dos guardiões da Lei, responsáveis pelo policiamento ostensivo e preventivo, confirma, aparentemente, o descaso para com a função tal a indiferença com que testemunham a ocorrência parecendo muito mais meros expectadores do que autoridades coatoras.

A morte na rua se tornou algo banal de Mandacaru a Catolé

A lassidão das poses demonstra a total displicência para com o fato criminoso como se os quase dez ou mais policiais presentes ao palco da tragédia que abateu Raimundo nada tivessem com o acontecido em via pública, onde se a atuação deles tivesse real comprometimento com a segurança Pública haveria um mínimo de chance para os Raimundos sobreviverem a essa violência urbana.

Consultando autoridades em segurança pública o Jampanews ouviu delas a seguinte explicação para tal postura: revelaria desânimo, apatia, desinteresse como consequência do que cometem os superiores, empenhados transformar a corporação em instrumento de interesses pessoais.

A postura dos policiais presentes a ocorrência em Mandacaru seria um exemplo do que acontece hoje na tropa como um todo onde o descrédito dos superiores atingiu o ponto alto e fica claro que existe efetivo, mas não existe comprometimento sequer planejamento, estratégia e logística para conter a violência e a polícia faz de conta que trabalha.

A Polícia comparece apenas para registrar os fatos

São muitos os depoimentos dentro da tropa sobre essa lassidão onde a população fica exposta a violência e a polícia só comparece para fazer o registro dos fatos e recolher os mortos numa versão canhestra da cavalaria americana que nos filmes de faroeste chegava para contemplar os estragos causados pelos índios.

Circulam vídeos pela internet cobrando mudanças na cúpula da corporação em razão da exaustão, dos escândalos e da falta de autoridade, onde guarnições saem as ruas apenas para se divertir entoando modinhas e hits de sucesso, despreocupadas com a segurança dos cidadãos, afrontando todos os códigos de conduta policial.

Com a palavra o Governador se é que o governador ainda tem o que dizer sobre segurança afora aquelas declarações que não convencem mais ninguém, derrotadas pelos fatos reais do dia a dia onde a falta de capacidade do setor é estampada no noticiário e confirmada pelo sangue derramado dos Raimundos Carroceiros.